Seção: Palestras

Texto – Corpo Espiritual – Corpo Mental –

I – Revisão
Aprendemos que o chamado mundo espiritual possui diversas dimensões vibratórias, formando diversos planos de existência.

Estudamos que o Mundo Espiritual não é exatamente espiritual, na medida em que a trindade universal é composta de Deus, Espírito e Matéria. Nesse sentido, o que não é Deus e Espírito, é Matéria.

Ou seja, os planos de existência que chamamos de “Mundo Espiritual” são, na verdade, constituídos de matéria, conquanto consistam em outras expressões materiais (diversas composições vibracionais).

II – O Corpo Mental e o Corpo Espiritual
Como já estudamos, o espírito é você em outra dimensão vibratória.

Logo, ao estudarmos o chamado “corpo espiritual”, estamos estudando a veste utilizada pelo espírito em outra dimensão vibratória.

André Luiz explica:

“Após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos” (fl. 29, “Evolução em Dois Mundos”).

Além disso, conforme ensina André Luiz no Livro “Evolução em Dois Mundos”, o corpo físico em nossa dimensão vibratória é moldado pelo chamado corpo espiritual (traje da outra dimensão), sendo este, o corpo espiritual, moldado pelo “corpo mental”.

Assim temos:

Espírito  Mente  Corpo mental  Corpo espiritual  corpo físico.

Nós já estudamos o que seria o chamado “corpo mental”.

O “corpo mental” é um envoltório sutil do espírito. Conforme explicado no Livro dos Espíritos, o espírito não possui forma determinada (chama ou centelha de luz).

Pois bem, na oportunidade em que cita esta nova espécie de envoltório do espírito, André Luiz afirma que não é possível explicá-lo detalhadamente em razão da falta de linguagem terrena.
O livro “Evolução em Dois Mundos” foi escrito em 1958 e naquela época o estudo científico do Espiritismo ainda engatinhava, estávamos saindo da infância da consciência espiritual, por isso André Luiz não pôde aprofundar as explicações sobre o “Corpo Mental”, apenas relatando sua existência com breves explicações.

Hoje, já na adolescência da consciência espiritual, podendo compreender a existência de diversas dimensões paralelas, conseguimos ampliar nossa visão e entender que não existe apenas o corpo espiritual (períspirito).

Assim, podemos aferir melhor o que seria o “corpo mental”, mesmo que utilizando outras fontes doutrinárias a fim de esclarecer os ensinamentos de André Luiz.

Pois bem, no livro “Medicina da Alma” (fls. 137/138), o espírito Joseph Gleber explica que o corpo mental:

“É o corpo ou veículo superior de que se reveste a individualidade eterna e onde se processa o raciocínio puro, elaborador, e de onde procede igualmente a formação dos outros corpos inferiores, através dos quais se manifesta o espírito no mundo das formas”.

“Sua estrutura íntima é de natureza vibrátil muito superior à do perispírito, embora suas energias sejam de características magnéticas, variando sua frequência vibracional de acordo com a natureza do pensamento”.

Assim, temos que o “corpo mental” é o revestimento sutil do espírito e, pela expressão da mentalização do individuo (como ele se imagina como ser vivente), dá origem à formação do corpo a ser usado utilizado nos infinitos planos de existência.

Pode-se imaginar o corpo mental como sendo a auréola com que pintores distinguem gravuras nas quais reproduzem espíritos elevados (anjos, arcanjos e serafins). Isto é apenas uma representação gráfica, é claro, mas suficiente para compreendermos essa projeção magnética da emissão e recepção de vibrações do espírito.

Lembremo-nos da passagem do Livro “Nosso Lar”, quando André Luiz vai visitar sua mãe, estando os dois nas dimensões vibratórias chamadas de Mundo Espiritual.

Apesar de ambos estarem no chamado Mundo Espiritual, eles habitam dimensões vibratórias diferentes. André Luiz em “Nosso Lar” e sua mãe em alguma dimensão vibratória mais sutil e elevada.

Naquela oportunidade, André Luiz adormece, seu espírito se desprende do corpo espiritual (perispírito), e ele, revestindo apenas o corpo mental, vai à dimensão emque está sua mãe e a visita, servindo-se de um corpo mais sutil projetado pelo seu campo mental especificamente para aquela finalidade.

Aqui, o corpo mental de André Luiz estando em sintonia vibracional com a esfera habitada por sua mãe, consegue engendrar o corpo sutil de que se serve e é por isso que ele consegue visitá-la.

Seu perispírito, denso e grosseiro, não poderia ascender até o plano de existência habitado por sua mãe. Mas como “corpo mental” é um envoltório bem mais sutil e, em razão de a mente de André Luiz já possuir evolução vibracional suficiente para atingir o plano de existência de sua mãe, foi possível a visita.

Da mesma forma ocorre conosco. Quando dormimos, nosso espírito se desprende do corpo físico e, em razão do perispírito possuir composição bem mais sutil que o corpo físico, é possível visitar dimensões no chamado mundo espiritual. Porém, os lugares visitados serão limitados ao grau de evolução do espírito (sintonia vibracional).

Vemos, então, que o “corpo mental”:

a) é o envoltório mais sutil que pode revestir o espírito;
b) dá origem aos demais corpos de composições inferiores e mais grosseiros, de conformidade com o plano de existência em que o espírito irá se manifestar.

E sobre o corpo espiritual, ou seja, sobre o nosso corpo logo após o desencarne, André Luiz explica:

“Claro está que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura das células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta” (Evolução em Dois Mundos, fl. 30).

Frise-se: “apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta”.

Lembremo-nos: corpo mental é a individualização do ser vivente e ele dá origem à formação do perispírito.

Como ainda temos uma vibração mental grosseira, nosso corpo mental dá origem a um corpo espiritual mais denso.

Nós já estudamos que o nosso corpo espiritual (psicossoma ou perispírito) é, para nós, sutil, porque estamos em uma dimensão vibracional muito densa, mas, em relação aos planos de existências extracorpóreos, trata-se, ainda, de uma veste grosseira.

Além disso, como vimos anteriormente, este corpo espiritual é perecível, sendo possível até mesmo outras “mortes” do espírito.

Este fato é confirmado no livro “Evolução em Dois Mundos”:

“Em suma, o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam”.

“Esse corpo que evolve e se aprimora nas experiências de ação e reação, no plano terrestre e nas regiões espirituais que lhe são fronteiriças, é suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na adinamia (falta de forças) proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia imposta pelos delírios da imaginação (…), e pode também desgastar-se, na esfera imediata à esfera física, para nela se refazer, pelo renascimento, segundo o molde mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei”.

Deste pequeno texto é possível encontrarmos três assuntos que precisam ser estudados:

1º – “sofrer alterações múltiplas”. O corpo espiritual, por ser formado por outra espécie de matéria vibracional é mais plástico, suscetível à influência direta da mente. Assim, pela mente é possível que o corpo espiritual sofra diversas alterações:

a) Adotar a aparência física de outras vidas;
b) Tornar-se mais jovem;
c) Deformar-se.

2º – Renascer na própria dimensão vibracional. É possível que o corpo espiritual sofra desgaste tal que a pessoa tenha uma segunda morte, dando origem a um novo perispírito, tudo isso na própria dimensão em que vive. Não vimos semana passada o caso de morte por armas elétricas, renascendo a pessoa na própria dimensão vibracional que habita? O mesmo pode ocorrer com o desgaste natural de seu corpo espiritual.

3º – A Reencarnação. O corpo espiritual, por ser plástico, pode suportar um redimensionamento suficiente para ingressar no útero da futura mãe, como veremos quando estudarmos o processo reencarnatório.

Guardemos estes conceitos do corpo espiritual, corpo mental e corpo físico, porque mais para frente nos estudos será importante para entender várias questões que envolvem a interação do corpo espiritual e corpo físico.

Semana que vem vamos estudar um pouco mais sobre o corpo espiritual, vamos conhecer os seus centros vitais (chacras).

III – Exercícios Mentais para a semana
Como sempre, vamos manter os exercícios das outras semanas, sempre na procura de adquirir novos hábitos que melhorem nossa evolução moral e, consequentemente, nossa própria vida.

Iremos manter:
1 – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante durante o dia a dia;
1.1 – Evitar “perder a razão” (estado de cólera, raiva);
1.2 – Indignar-se com serenidade e razoabilidade.
1.3 – Exercitar a indulgência (capacidade de não divulgar defeitos alheios).

2 – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (principalmente as claramente necessitadas);
2.1 – Fazer pequenas gentilezas a quem está próximo.
2.2 – Participar de algum programa de caridade.

3 – meditar cinco minutos por dia, ao menos três vezes na semana, preferencialmente antes de orar e preferencialmente antes de dormir.

4 – Leitura diária de mensagens curtas e edificantes, de preferência quando acordar e antes de dormir, de preferência antes de meditar/orar.

Aproveitando o assunto abordado, o exercício a ser adotado é: Evangelho no Lar.

Quem já adota esta prática, basta manter.

Porém, quem ainda não faz, deve começar a fazer.

Trata-se de escolher um dia da semana, em determinado horário, para todos da família se reunir para uma breve oração. Preparar o ambiente, colocando-o ao abrigo de ruídos intensos, pondo de preferência uma música ambiente branda (pode ser de música clássica), uma jarra com água límpida.

O procedimento comum é:
1º – Leitura de alguma mensagem edificante;
2º – Leitura de alguma passagem do Evangelho;
3º – Breve conversa sobre o que foi lido;
4º – Oração agradecendo as bênçãos da vida, pedindo amparo às pessoas que sabemos estarem necessitados e rogando proteção espiritual.

E por que isso é importante?

Porque, em primeiro lugar, durante a oração nossas mentes põem-se em padrão vibratório alto, banhando a casa de boas vibrações.

Em segundo lugar, os amigos espirituais (guias, anjos da guarda, amparadores, etc) também se programam para, naquele determinado dia e horário, visitar a residência, levando paz, amor e harmonia.

Dizem que um Evangelho no Lar feito com regularidade beneficia todo o quarteirão da residência, tamanha a força das vibrações emitidas.

Vejamos esta explicação do mentor de André Luiz:

“O lar não é somente a moradia dos corpos, mas, acima de tudo, a residência das almas. O santuário doméstico que encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais.”

“Não tenha dúvida, a oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores”.
(Missionários da Luz, fls 59/60).

Portanto, vamos todos adotar esta prática a partir de hoje, aumentando os exercícios que trazem harmonia para nossa mente.

Com harmonia, evoluímos vibracionalmente e melhoramos nossa qualidade de vida.

Semana que vem vamos falar:

– Tudo sobre vampirismo.

16 Comentários

MARIA DE LOURDES { 7 de maio de 2013 às 12:44 }

Se cadadia eu fizer uma leitura e tentar praticá-la,farei meu mundo e o dos q me cercam mais puro e pronto para agradecer a Deus o viver.

Breno Costa { 7 de maio de 2013 às 12:50 }

Isso mesmo, todos nós!
Abraços,
Breno.

sidney urnau { 13 de junho de 2014 às 21:22 }

Boa Noite.
Uma pessoa sofre um acidente e fica cadeirante, quando esta vem a desencarnar seu espírito vai ser normal ou vai continuar cadeirante o que os espíritos falam.

Breno Costa { 16 de junho de 2014 às 9:08 }

Olá Sidney.

Em regra, ela terá resgatado sua dívida de vidas anteriores, assim, sua mente terá como quitada sua dívida com a lei divina, logo, voltará a ter saúde mental, que será refletida no corpo espiritual. Assim, o normal é voltar a andar.

A mente plasma nosso corpo no mundo espiritual.
Abraços.

Francisco Kuhnen Júnior { 18 de agosto de 2014 às 23:43 }

Muito bem. O Sr. afirma acima que André Luiz deixa seu perispírito e vai visitar sua mãe em plano maior. Para isso vai apenas com o corpo mental.
Partindo do pressuposto que conforme obras espíritas o Espírito está “envolto” pelo perispírito e este é perene e que o Espírito necessita do perispírito para atuar/manifestar-se pergunto: Uma parte do perispírito não segue junto nesta visita?
Aguardo seus comentários.

Breno Costa { 19 de agosto de 2014 às 17:49 }

Olá Francisco.
No caso, o corpo mental de André Luiz dá origem a um novo corpo espiritual, apropriado à dimensão espiritual sutil em que convive sua mãe.
Com o corpo espiritual que estava utilizando, André Luiz não poderia acessar o plano mais evoluído.
Assim, fez-se necessário a elaboração de um outro, que continua a ser perispírito, mas em vibração mais sutil, forjado pelo corpo mental.
Lembre-se da passagem no LE “o períspirito é sutil para vocês, mas muito grosseiro para nós”. Isso porque os Espíritos que responderem à Kardec eram mais evoluídos e habitam regiões mais desenvolvidas do mundo espiritual, nas quais a matéria está em outra composição vibracional.
Lembre-se ainda da trindade universal (questão 27 do LE): Deus, Espírito e Matéria.
Logo, o mundo chamado espiritual, há de ser formado por matéria, apenas em outra composição vibratória. Afinal, não poderia ser um Espírito ou Deus.
Abraços,

oswaldo amoroso { 19 de fevereiro de 2017 às 19:54 }

Prezado Breno Costa!
Agradeço pela matéria extremamente esclarecedora.
Restou-me somente uma dúvida no que tange ao Perispirito. Pelo que pude entender o Perispirito, segundo vosso esclarecimento, pode até em determinadas circunstancias “desaparecer” dando origem a outro perispirito. Entendo o perispirito como a sede da memoria. Partindo desse pressuposto aonde ficariam gravadas nossas experiencias vividas fisicamente? Sei que o perispirito pode ir se desmaterializando com a evolução do Espirito e perdendo sua capa grosseira..mas daí …ao fato de “morrer” suscitou-me enorme dúvida. Poderia por gentileza esclarecer-me?
2º – Renascer na própria dimensão vibracional. É possível que o corpo espiritual sofra desgaste tal que a pessoa tenha uma segunda morte, dando origem a um novo perispírito, tudo isso na própria dimensão em que vive. Não vimos semana passada o caso de morte por armas elétricas, renascendo a pessoa na própria dimensão vibracional que habita? O mesmo pode ocorrer com o desgaste natural de seu corpo espiritual.

Breno Costa { 19 de fevereiro de 2017 às 19:59 }

Olá, obrigado por sua participação.
Em verdade, existe outro corpo, mais sutil, que forma o perispírito. Chama-se corpo mental. Na época de Kardec, pela dificuldade de linguagem, foi falado apenas de um corpo que sobrevive a morte do físico. Hoje já conhecemos o mental. Em verdade, já há informações de outros (duplo etérico, corpo mental superior, corpo mental inferior, búdico, ático)… Então, ocorrendo o desgaste e morte do perispírito (rótulo para designar o veículo de manifestação do espírito no universo espiritual), ele, espírito, mantém o corpo mental, que dará origem a novo perispírito, seja pela reencarnação no mundo físico (conceito tradicional e seguro) seja pelo renascimento no próprio universo espiritual (conceito novo, a depender ainda de confirmação).
Espero que eu tenha ajudado. Abraços, Breno Costa.

oswaldo amoroso { 19 de fevereiro de 2017 às 20:00 }

Complementando….entendo que ele pode também, em função do plano espiritual que se encontrar, moldar o perispirito conforme as vibrações encontradas naquele determinado plano. André Luiz no livro Libertação relata: “De outras vezes, raras aliás, tive noticias de amigos que perderam o veiculo perispiritual, conquistando planos mais altos”

oswaldo amoroso { 19 de fevereiro de 2017 às 20:35 }

O que vale dizer então que segundo seus esclarecimentos e opinião o perispirito pode literalmente morrer? Sabemos da exstencia de outros corpos mais sutis…mas me refiro especificamente a esse pressuposto destino esplanado por voce. Saudações
AmorosoJr

Breno Costa { 20 de fevereiro de 2017 às 7:14 }

Sim. Perispírito é apenas o corpo utilizado pelo Espírito nas esferas do Universo Espiritual.
Vc mesmo citou a passagem do livro Libertação em que André Luiz fala que conheceu pessoas que perderam (morreram) o perispírito para ascender para dimensões mais sutis. Nesse caso, a pessoa sofreu esta segunda morte, foi deslocada até a esfera mais sutil, onde renasceu. Seu corpo mental deu origem a um novo perispírito, mais sutil e apropriado as condições do novo plano de vida.
Mas, a morte pode ocorrer também por efermidades, como no caso dos ovoides, ou por desgaste natural ou por armas elétricas. Nesse caso, o Espírito fica envolto apenas no seu corpo mental e deve ser encaminhado para refazimento do seu perispírito, seja por meio de reencarne na dimensão física (conceito tradicional e já confirmado) seja por renascimento na própria dimensão espiritual em que está (gravidez no mundo espiritual, conceito novo, a depender de confirmação ao longo do tempo por meio de outros relatos de outros médiuns).

oswaldo amoroso { 20 de fevereiro de 2017 às 11:04 }

Prezado Breno!
Desculpe..mas ainda não me dou por esclarecido. Sem querer insistir ,e sabedor de sua capacidade intelectual sobre o assunto cito abaixo algumas citações relativas à “permanência” do perispírito após a morte do corpo físico.
Entendo que dentro da doutrina espírita ,considerando sua “existência” ainda nova e portanto, sujeita a interpretações variadas reproduzo abaixo as interpretações.
A consciência que tenho é a de que, quando falamos de outro corpo fluídico como o Duplo etérico, esse sim..é de consenso que desintegra-se com a morte do corpo físico. No entanto o perispirito não segue essa mesma interpretação. André Luiz em Libertação fala ” De outras vezes, raras aliás, tive noticias de amigos que perderam o veiculo perispiritual.
O raras vezes é em função do aprimoramente e evolução de determinado Espírito o que não quer dizer….destruição de uma maneira geral. Seguem abaixo outras considerações:

O períspirito é o laço que une o Espírito à matéria do corpo. O Espírito é quem o forma, tirando elementos do meio ambiente e do fluido universal. (Livro dos Espíritos)
– “Haverá mundos onde os Espíritos deixando de revestir corpos materiais, só tenham como envoltório o Períspirito”. (Livro – O períspirito e suas modulações – pagina 129 – Luiz Gonzaga Pinheiro)
O períspirito vai se desmaterializando com a evolução do Espírito, perdendo a capa grosseira (substancia vaporosa), qual cebola quando se vai retirando sucessivas camadas (Capitulo 36 – pagina 124 – O períspirito e suas modelações)
“A memória não reside no cérebro, está contida no períspirito”. Reencarnação – Gabriel Delanne.
“ É ainda pois, ao corpo espiritual que se deve a maravilha da memória, chapa fotográfica, onde tudo se grava, sem que os menores coloridos das imagens se confundam entre si”. – Dissertações mediúnicas – Emmanuel
“ Dadas as flutuações constantes e a renovação integral do corpo físico, em alguns anos esse fenômeno seria incompreensível sem a intervenção do períspirito, que guarda em si, gravadas na sua substância, todas as regressões de outrora. É ele que fornece à alma a soma total dos estados conscientes, mesmo depois da destruição da memória cerebral” – O problema do Ser do Destino e da Dor – Léon Dennis.
“ ….De outras vezes, raras aliás, tive notícias de amigos que perderam o veículo perispiritual, conquistando planos mais altos”. Libertação – André Luiz.
“ Hão dito que o Espírito é uma chama, uma centelha. Isso se deve entender com relação ao Espírito propriamente dito, como princípio intelectual e moral a que não se poderia atribuir forma determinada. Mas, qualquer que seja o grau em que se encontre o Espírito está sempre revestido de um envoltório, ou períspirito, cuja
natureza se eteriza, à medida que ele se depura e eleva na hierarquia espiritual”
“Essa igualmente a forma de todos os Espíritos não encarnados, que só tem o períspirito; a com que, em todos os tempos, se representaram os anjos, ou Espíritos puros. Devemos concluir de tudo isto que a forma humana é a forma de todos os seres humanos seja qual for o grau de evolução em que se achem”
– Se a forma humana é a mesma isso prova que o períspirito não desaparece, pois, o Espirito em si não tem uma forma.

Breno Costa { 20 de fevereiro de 2017 às 20:51 }

Então, mas é que você não está entendo que a linguagem e o conhecimento evoluiu.
No tempo de Kardec foi explicado que existia um corpo que molda o físico e sobrevive a morte do corpo físico: perispírito. Só foi explicado esse corpo. Só esse. Logo, todos os novos que estamos conhecendo está dentro do pacote: perispírito.
Com André Luiz (e depois confirmado por vários outros, incluindo Divaldo), foi revelado que existem outros corpos: mental.
O corpo mental é mais sutil do que o perispirito. Envolve o espírito e forma o períspirito.
Espírito-> corpo mental -> perispirito -> corpo físico (duplo etérico dá vida ao corpo físico, vitaliza).
No livro Nosso Lar, André Luiz dorme depois de um dia de trabalho, se desdobra e vai visitar a mãe dele em outra esfera. Percebe que isso ocorreu no universo espiritual? Ou seja, André Luiz dorme, deixa o corpo espiritual (perispírito) na cama e vai visitar a mãe dele. Ora, se deixou o corpo espiritual na cama… o que “vestia”? O corpo mental…. Segundo o livro dos espírito, seria um períspirio mais sutil… deixou o grosseiro na cama e usou um mais sutil… percebe? rótulos…
Utilizando o Livro dos Espíritos corpo mental está dentro do pacote períspirito.
Mas, hoje, sabemos que além do perispírito, tem outros corpos mais sutis. No mínimo um: corpo mental.
Mas, se quiser, chame corpo mental de perispírito tb…rsrs, é só rótulo, tanto faz.
A questão é, o Espírito, ser imortal, pode sofrer uma segunda, terceira, quarta, quinta inúmeras mortes, a cada vez que troca de roupa.
Repare, novamente, no texto que vc citou:
“De outras vezes, raras aliás, tive noticias de amigos que perderam o veiculo perispiritual.”
PERDERAM
“Perderam”
Quem perde, fica sem…
Mas, amigo, é a minha interpretação com o conhecimento que eu tenho. Não quer dizer que seja a verdade absoluta e estou longe de querer convencer alguém! Caso não concorde, fique em paz! Espiritismo é belo por isso, é a livre investigação da verdade!
Obrigado pela oportunidade da conversa.
Abraços fraternos.

oswaldo amoroso { 20 de fevereiro de 2017 às 23:34 }

Obrigado … muita saude e paz espiritual.

Valtency Negrão da Silva { 21 de setembro de 2017 às 16:00 }

Prezado Breno
Gostei muito das explicações dadas.
Quanto ao irmão Oswaldo, a questão da memória sempre suscita dúvidas. A questão dela estar gravada no perispírito. Sei que a questão foge um pouco dos corpos que revestem o espírito, mas está relacionada.
Como diz o livro dos espíritos, que o espírito ao mudar para um plano ou planete, reveste-se da matéria constituinte daquele plano ou mundo.
Bem, se a memória, estivesse apenas no peiispírito mais denso, que deixa ao ascender, não levaria nenhuma memória, o que é inconcebível, ao meu ver.
Desta maneira, a memória, segundo penso, manifesta-se e registra-se vibracionalmente no perispírito, mas sua matriz está no espírito, manifestando na situação de mudança, no corpo metnal, que dái ao se revestir do novo material do plano ou planeta, novamente faz “download” para os registros do atual perispírito.
Bem foi o que pensei sobre a questão da memória.
Grande abraço e bençãos Divinas para vc, irmão.

Breno Costa { 24 de setembro de 2017 às 20:56 }

Olá amigo, concordo 100% com você.
O registro está no espírito, que se manifesta pela mente, corpo mental e aí forma o perispírito.
Abraços fraternos,
Breno Costa.

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