Seção: Palestras

Revisão Geral – Porque precisamos Reencarnar neste plano de existência? – Os Mensageiros – Sistema Defensivo (armas) – Nova Espécie de Segunda Morte da Pessoa Desencarnada

I – Revisão

Aprendemos que o chamado mundo espiritual possui diversas dimensões vibratórias, formando diversos planos de existência.

 

Entendemos que o natural ciclo de nossa evolução espiritual inclui desencarnar e ficar nas dimensões vibratórias próximas da nossa, estudando, trabalhando, convivendo com pessoas amigas e programando novas reencarnações na busca de evoluir moral e intelectualmente, além de resgatar antigas dívidas.

 

Vimos que além das regiões umbralinas e dimensões vibratórias mais sutis, existem também as trevas, que seriam regiões abismais, abaixo da Crosta Terrestre e habitadas por espíritos renitentes no caminho do Mal, ou seja, que não aceitam, deliberadamente, as Leis Divinas.

 

Estudamos que o Mundo Espiritual não é exatamente espiritual, na medida em que a trindade universal é composta de Deus, Espírito e Matéria. Nesse sentido, o que não é Deus (cria) e Espírito (pensa), é Matéria (instrumento).

 

Ou seja, os planos de existência que chamamos de “Mundo Espiritual” são, na verdade, constituídos de matéria, conquanto consistam em outras expressões materiais, com diversas composições vibracionais.

 

Conforme explicado no final do ano passado, tudo o que foi estudado até o momento é, na verdade, uma introdução para viabilizar o entendimento do que será analisado a partir de agora. Era necessário “abrir a mente” para a realidade dos planos de existência, mudando concepções “engessadas” de que o Mundo Espiritual é abstrato, fluídico, holográfico ou composto de algo que não seja matéria simplesmente.

 

A partir de agora, iremos aprofundar nossos estudos.

 

Na última aula estudamos o Fluído Cósmico Universal, vendo que se trata da matéria em seu estado primitivo, sendo que, quando em vibração, dá origem às diversas composições materiais, possibilitando, ao mesmo tempo, o agrupamento dos átomos que dá origem a corpos materiais maiores.

 

Assim, todos os corpos materiais são compostos de uma variação da matéria elementar (fluído cósmico universal ou matéria cósmica primitiva).

 

Veja, portanto, que a matéria deste plano de existência e dos demais (inclusive o chamado “Mundo Espiritual”) é formado pela mesma matéria, o que muda é a composição vibracional.

 

André Luiz explica que as inteligências superiores utilizam a matéria cósmica primitiva (fluído universal) para formar os diversos planos de existência, tudo seguindo determinações do Criador, ou seja, de Deus.

 

André Luiz confirma o que nós já estudamos, no sentido de que o que existe não é um “Mundo Espiritual” propriamente dito, mas inúmeros planos de existência com a matéria em infinitas composições vibracionais:

 

“Os mundos ou campos de desenvolvimento da alma, com as suas diversas faixas de matéria em variada expressão vibratória, ao influxo ainda dos Tutores Espirituais, são acalentados por irradiações luminosas e caloríficas, sem nos referirmos às forças de outras espécies que são arrojadas do Espaço Cósmico sobre a Terra e o homem, garantindo-lhes a estabilidade e a existência” (Evolução em Dois Mundos, p. 25).

 

Por fim, da mesma maneira que as Inteligências Superiores, por meio das vibrações mentais e utilizando-se do fluído universal, plasmam a matéria de formação das galáxias, nós, dentro de nosso estágio de evolução, por meio da emissão de vibrações mentais que, independentemente de nossa vontade, atuam sobre o fluído universal que nos circunda, plasmando a matéria, também formamos planos de existência.

 

 

II – Porque precisamos reencarnar?

A dúvida que surge é: se os demais planos de existência também são compostos de matéria, porque precisamos reencarnar aqui? Neste lugar dotado de matéria mais densa?

 

Justamente por este motivo: como ainda estamos na infância do desenvolvimento da mente (veja a própria ciência convencional afirma que utilizamos pouco da capacidade de nosso cérebro), encarnamos em um plano de existência dotado de matéria em estado mais denso para aprender a interagir com ela.

 

A matéria aqui não é suscetível de alteração pela força do pensamento. Aqui, para alterarmos a matéria precisamos de outros instrumentos (faca, serra, etc).

 

Nos planos de existência que chamamos de “Mundo Espiritual”, a matéria é suscetível à alteração pelas vibrações mentais.

 

Veja, como estudamos, pela vibração mental alteramos a matéria a ponto de dar origem ao surgimento de lugares como o Umbral, ou as colônias.

 

Nossa mente emite vibrações constantes (todo e qualquer pensamento emite vibrações), sendo que a matéria, em seu estado mais sutil, sofre a influência direta e imediata.

 

Assim, é necessário ingressarmos nesta espécie de dimensão, com a matéria mais densa, para realmente aprendermos a interagir com a matéria.

 

Apesar das infinitas variações, podemos dividir os planos de existência em dois grandes blocos:

 

1º – O nosso plano de existência (e similares), formado por matéria densa, pouco suscetível a influência das vibrações mentais emitidas por todos nós. Nós moldamos a matéria segundo nossas ideias, mas para isso é preciso instrumentos outros que não apenas a força do nosso pensamento.

 

2º – O plano de existência chamado de “Mundo Espiritual” (e similares, infinitos), no qual a matéria está em composição vibracional sutil e suscetível à influência das vibrações mentais.

 

Com nossa evolução, aos poucos os instintos e paixões vão dando lugar ao raciocínio e desenvolvimento da mente (moral e intelectual), nos tornando aptos a melhor viver nos demais planos de existência, dotados de matéria em seu estado mais sutil e esse é o sentido de precisarmos reencarnar aqui.

 

Voltamos a esta vida para quitar dívidas do passado? Isso já é efeito do que fizemos antes (lei de causa e efeito), na verdade esse é um dos instrumentos para evolução moral e intelectual. Até porque ninguém é criado com dívidas, estas surgem de nossos erros, erros justamente aprendendo a interagir com a matéria, erros que surgiram do nosso limitado desenvolvimento moral e intelectual.

 

III – Os Mensageiros

No final do ano passado, iniciamos os estudos do livro “Os Mensageiros”, vendo que o André Luiz foi visitar o “Ministério das Comunicações” na colônia “Nosso Lar”, local apropriado para o desenvolvimento das capacidades intelectuais daqueles que encarnarão e ajudarão na divulgação do conhecimento das leis que regem o Universo.

 

Depois, André Luiz, juntamente com seu mentor e outro colega, Vicente, iniciam uma viagem até a Crosta Terrestre, saindo do “Nosso Lar”.

 

Mas, após grande jornada, eles chegam a um dos inúmeros Postos de Socorro existentes nas regiões umbralinas mais densas. É o Posto de Socorro da colônia “Campo de Paz”.

 

Ele descreve este Posto de Socorro como um grande Castelo Medieval contendo, no seu interior, pomares, jardins e diversas edificações.

 

E isso é possível em razão da vibração mental daquelas pessoas que habitam este Posto de Socorro. Como visto até aqui, a vibração mental possui enormes aptidões. Assim, pelo poder da mente os espíritos que dirigem este posto avançado de socorro conseguem criar ambientes harmonizados e manter-se isolados das vibrações inferiores próprias das regiões em que está localizado.

 

IV – Os Mensageiros – Defesas contra o Mal

O Posto de Socorro, por estar localizado em uma zona umbralina muito densa, possui ao seu redor um sistema de segurança para se defender do ataque das forças trevosas.

 

Como explicado em outras oportunidades, existem espíritos que deliberadamente escolheram trilhar suas vidas no caminho do mal. Um dia, pela lei divina, serão vencidos pelo cansaço e aceitarão Deus, mas, muitos deles são ainda renitentes no Mal e usam seu livre arbítrio para permaneceram, enquanto quiserem, nas forças do mal.

 

É importante entender que não são monstros, mas pessoas em outra dimensão vibracional. São pessoas com o pensamento ainda voltado para o Mal, assim como aqui há traficantes, ladrões, assassinos, estelionatários, etc.

 

Nesse passo, da mesma forma que aqui é necessário criar sistemas de segurança para preservar a vida, a tranquilidade e o patrimônio das pessoas, lá também é necessário.

 

E André Luiz percebe que, não obstante a bandeira da paz estiada ao alto, no Posto existe forte sistema de segurança:

 

“Impressionavam-me, sobretudo, as fortificações. Via a torre de mensagem, consagrada, por certo, ao serviço de resistência; o baluarte agudo, elevando-se acima dos fossos que deixavam transbordar a água corrente; a torre de vigia, esbelta e alterosa. Observei o caminho da ronda, a cisterna, as seteiras e, em seguida, as paliçadas e barbaças, refletindo na complexidade de todo aquele aparelhamento defensivo. E as armas? Identificava-lhes a presença na maquinaria instalada ao longo dos muros, copiando os pequenos canhões conhecidos na Terra” (fl. 108).

 

E o dirigente do Posto de Socorro explicou para André Luiz a razão do sistema de segurança:

 

“Enquanto não imperar a lei universal do amor, é indispensável persevere o reinado da justiça. Nosso Posto está colocado, aqui, igualmente, como ‘ovelha em meio dos lobos’, e, embora não nos caiba efetuar o extermínio das feras, necessitamos defender a obra do bem contra os assaltos indébitos. As organizações dos nossos irmãos consagrados ao mal são vastíssimas. Não admita a hipótese de serem, todos eles, ignorantes ou inconscientes. A maioria se constitui de perversos e criminosos. São entidades verdadeiramente diabólicas. Não tenham disso qualquer dúvida” (Os Mensageiros, fl. 109).

 

E seguindo a lição, é explicado sobre a existência de armas elétricas que são usadas na defesa.

 

O diretor do Posto de Socorro adverte que as armas não são usadas para extermínio e sim para defesa das edificações.

 

Em regra são usadas apenas para assustar, mas podem causar uma segunda morte da pessoa desencarnada (pessoa em outra dimensão vibracional).

 

Sim, uma segunda morte por arma.

 

Vamos relembrar o que já estudamos?

 

A pessoa desencarnada não é uma entidade fantasmagórica e fluídica, mas sim uma pessoa em outra faixa de dimensão vibracional e que possui um corpo, o chamado perispírito.

 

Conforme já estudado, este corpo espiritual é fluídico para nós, que vivemos neste plano de existência denso, mas, para quem vive na dimensão vibracional chamado Mundo Espiritual, ainda se trata de um corpo muito grosseiro.

 

Vimos que este corpo é perecível e não raras vezes a pessoa desencarnada, quando vai ascender para esferas superiores, sofre uma espécie de segunda morte, perdendo o corpo espiritual grosseiro e adquirindo um perispírito mais sutil e leve, apropriado à nova esfera.

 

Ocorre que esta segunda morte não ocorre apenas para o Bem, ou seja, apenas para ascensão da pessoa a esferas superiores.

 

Pode ocorrer também em diversas outras situações, como neste caso das armas elétricas.

 

O diretor do Posto de Socorro explica para André Luiz (Os Mensageiros, fl. 111):

 

“As criaturas que se agarram aqui, às impressões físicas, estão sempre criando densidade para os seus veículos de manifestação, da mesma forma que os Espíritos dedicados à região superior estão sempre purificando e elevando esses mesmos veículos”.

 

E continua:

 

“Nossos projéteis, portanto, expulsam os inimigos do bem através de vibrações do medo, mas poderiam causar a ilusão da morte, atuando sobre o corpo denso dos nossos semelhantes menos adiantados no caminho da vida. A morte física, na Terra, não é igualmente pura impressão? Ninguém desaparece. O fenômeno é apenas de invisibilidade ou, por vezes, de ausência”.

 

Assim, as armas podem emitir projéteis que realmente matam as pessoas que estão naquele plano de existência.

 

Lembrando que a morte é apenas a perda do veículo físico e não a morte do espírito, que é eterno e a tudo sobrevive.

 

O espírito mantém-se vivo, mas a pessoa perde seu corpo daquela dimensão vibracional.

 

As dúvidas que surgem são:

 

1º) Aqui nós perdemos nosso veículo físico e o espírito se mantém revestido do perispírito, mas e lá? Na outra dimensão vibracional? Quando a pessoa sofre uma segunda morte o que vai “vestir” o espírito?

 

2º) Aqui nós morremos e vamos para a outra dimensão vibracional e lá? Para onde vão?

 

Primeiro vamos terminar de ler a explicação do Diretor do Posto de Socorro (fl. 112):

 

“(…) temos a considerar, igualmente, que, nesta esfera, o corpo denso modificado pode ressurgir todos os dias, pela matéria mental destinada à produção dele, enquanto que, para obter o corpo físico, almas há que trabalham, por vezes, durante séculos”.

 

E vamos reler o que foi dito (fls. 111/112):

 

“A morte física, na Terra, não é igualmente pura impressão? Ninguém desaparece. O fenômeno é apenas de invisibilidade ou, por vezes, de ausência.”

 

Assim, quando o indivíduo (espírito desencarnado – pessoa em outra faixa vibracional) é atingido pelo projétil e sofre uma segunda morte, o que ocorre é a temporária perda do seu corpo daquela faixa vibracional, o chamado corpo espiritual ou perispírito.

 

Por algum tempo este espírito terá a sensação de invisibilidade ou de ausência, mas ele ainda terá seu corpo mental revestindo-o.

 

Este corpo mental dará a origem ao novo corpo perispiritual.

 

E para onde ele vai (qual dimensão)? Dependendo de sua faixa vibratória, poderá manter-se na mesma dimensão, ir para outra pior, outra melhor, ou seja, irá para o plano de existência em sintonia com sua faixa vibratória.

 

Antes, estudamos que a pessoa desencarnada poderia sofrer uma segunda morte para ascender a esferas superiores.

 

Aqui, a segunda morte assume a característica de perda do corpo espiritual por caráter temporário, podendo ou não mudar de faixa vibratória.

 

Mas, lembrem-se sempre: o espírito é eterno.

 

A morte é apenas a perda do traje físico do espírito.

 

E o traje físico do espírito é aquele apropriado para cada dimensão vibracional, em infinitas composições.

 

O espírito desencarnado é apenas você em outra dimensão.

 

Lembremos o que foi dito por André Luiz: “um corpo – uma veste”.

 

Existem outras espécies de morte das pessoas desencarnadas (pessoas que habitam outra dimensão vibracional) que veremos futuramente.

 

V – Exercícios para a semana

Como sempre, vamos manter os exercícios das outras semanas, sempre na procura de adquirir novos hábitos que melhorem nossa evolução moral e, consequentemente, nossa própria vida.

 

Iremos manter:

1 – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante durante o dia a dia;

1.1       – Evitar “perder a razão” (estado de cólera, raiva);

1.2       – Indignar-se com serenidade e razoabilidade.

1.3       – Exercitar a indulgência (capacidade de não divulgar defeitos alheios).

 

2        – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (principalmente as claramente necessitadas);

2.1       – Fazer pequenas gentilezas a quem está próximo.

2.2       – Participar de algum programa de caridade.

 

3        – meditar cinco minutos por dia, ao menos três vezes na semana, preferencialmente antes de orar e preferencialmente antes de dormir.

 

Hoje, vamos nos propor “leitura edificante diária”.

 

Os espíritos superiores, como, por exemplo, Emmanuel e André Luiz, possuem uma visão ampla da aplicação do Evangelho em nosso dia a dia e de forma a modificar velhos hábitos (efetiva reforma íntima).

 

Nossa mente está viciada às vibrações mais grosseiras e muitas vezes defendemos determinada opinião errada achando que é a forma correta de se comportar em nosso cotidiano.

 

Por meio de breves leituras diárias de mensagens de espíritos superiores, nós vamos despertando nossas mentes para melhores formas de pensar.

 

Estas melhores formas de pensamento mudam aos poucos nossos atos e nosso comportamento, passando a viver em sintonia com os ensinamentos morais.

 

A necessidade de evoluir moralmente não é religiosa, mas sim obrigação natural de todos, porque somente com pensamentos evoluídos vibracionalmente conseguiremos interagir melhor com a matéria, ascendendo para planos de existência superiores e estando em sintonia com os espíritos de luz.

 

Aos poucos, vamos sentindo a harmonia em nossos corações e mentes, o que nos garante proteção contra as influências de espíritos inferiores.

 

Assim, o exercício da semana (que deve virar hábito para a vida toda) é sempre manter um livro de mensagens diárias e ler uma mensagem todos os dias, de preferência quando acordar e antes de dormir, de preferência antes de meditar e/ou orar.

 

Atualizando o quadro de exercícios mentais:

1 – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante durante o dia a dia;

1.1       – Evitar “perder a razão” (estado de cólera, raiva);

1.2       – Indignar-se com serenidade e razoabilidade.

1.3       – Exercitar a indulgência (capacidade de não divulgar defeitos alheios).

 

2      – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (principalmente as claramente necessitadas);

2.1       – Fazer pequenas gentilezas a quem está próximo.

2.2       – Participar de algum programa de caridade.

 

3      – meditar cinco minutos por dia, ao menos três vezes na semana, preferencialmente antes de orar e preferencialmente antes de dormir.

 

4      – Leitura diária de mensagens curtas e edificantes, de preferência quando acordar e antes de dormir, de preferência antes de meditar/orar.

 

Fonte: Livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier.

 

2 Comentários

João Fernando { 19 de janeiro de 2013 às 3:04 }

Parabéns, estou adorando estas explicações. Elas tem um cunho elevado de ensinamento. Aqui mostra como a religião pode ser séria.

Breno Costa { 19 de janeiro de 2013 às 14:38 }

Legal! Surgindo dúvidas, pode enviar também, vamos estudando juntos!
Veja o vídeo da palestra também, em vídeo as veze fica mais leve e fácil de entender, tem um vídeo que mostramos durante a palestra bem legal, confira!
Abraços.

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