Seção: Palestras

Livro: Libertação – Parte I – A Missão e a Viagem

Início dos estudos sobre a linda e interessante história vivenciada por André Luiz em missão para libertar um espírito renitente no caminho do mal.

I – Revisão

Aprendemos que o chamado “Mundo Espiritual” é, na verdade, uma dimensão vibratória diferente da nossa, a qual é formada por infinitas faixas vibratórias.

 

Estudamos que em nosso próprio Planeta existem inúmeras faixas vibratórias, com inúmeros planos de existência, desde o núcleo do Planeta até a atmosfera, como se fossem camadas de uma cebola.

 

Vimos que a faixa vibratória mais sutil de nosso Planeta é habitada por pessoas que receberam o nome de “Imortais” no sentido de que não precisam mais encarnar no atual estágio de evolução da Humanidade, mas, mesmo assim, costumam nascer de novo na Crosta da Terra para ajudar na evolução do Planeta (em média, retornar a vida física a cada 700 anos).

 

De outro lado, aprendemos que existem seres que permanecem renitentes no caminho do Mal há milênios, habitam as faixas vibratórias mais densas do Planeta e são conhecidos pelo nome de “Dragões”. Mas, como visto, não são nada além de pessoas e que um dia voltarão a evoluir como todos.

 

II – A Palestra Esclarecedora

André Luiz e o colega Elói, sob a direção de Gúbio, estavam se preparando para descer até uma colônias nas regiões abismais.

 

Foram até local onde vários grupos estavam assistindo palestra a respeito dessa espécie de trabalho.

 

O Ministro que dava a palestra ressaltou (p. 7):

 

“— Os superiores que se disponham a trabalhar em benefício dos inferiores, em ação persistente e substancial, não lhes podem utilizar as armas, sob pena de se precipitarem no baixo nível deles. A severidade pertencerá ao que instrui, mas o amor é o companheiro daquele que serve.”

 

“O espírito humano lida com a força mental, tanto quanto maneja a eletricidade, com a diferença, porém, de que, se já aprende a gastar a segunda (eletricidade, obs. nossa), no transformismo incessante da Terra, mal conhece a existência da primeira (força mental, obs. nossa), que nos preside a todos os atos da vida.”

 

Sobre as regiões abismais, informou (p. 7):

 

“A rigor, portanto, não temos círculos infernais, de acordo com os figurinos da antiga teologia, onde se mostram indefinidamente gênios satânicos de todas as épocas e, sim, esferas obscuras em que se agregam consciências embotadas na ignorância, cristalizadas no ócio reprovável ou confundidas no eclipse temporário da razão. Desesperadas e insubmissas, criam zonas de tormentos reparadores. Semelhantes criaturas, no entanto, não se regeneram à força de palavras. Necessitam de amparo eficiente que lhes modifique o tom vibratório, elevando-lhes o modo de sentir e pensar.”

 

E salienta (p. 9):

“(…)além do principado humano, para lá das fronteiras sensoriais que guardam ciosamente a alma encarnada, amparando-a com limitada visão e benéfico esquecimento, começa vasto império espiritual, vizinho dos homens. Ai se agitam milhões de Espíritos imperfeitos que partilham, com as criaturas terrenas, as condições de habitabilidade da Crosta do Mundo. Seres humanos, situados noutra faixa vibratória, apoiam-se na mente encarnada, através de falanges incontáveis, tão semiconscientes na responsabilidade e tão incompletas na virtude, quanto os próprios homens.”

 

Para explicar a razão de tantas pessoas aí permanecerem ligadas à Crosta Terrestre após o desencarne, o Ministro explica (p. 10):

 

“Frustrados em suas aspirações de vaidoso domínio no domicílio celestial, homens e mulheres de todos os climas e de todas as civilizações, depois da morte, esbarram nessa região em que se prolongam as atividades terrenas e elegem o instinto de soberania sobre a Terra por única felicidade digna do impulso de conquistar. Rebelados filhos da Providência, tentam desacreditar a grandeza divina, estimulando o poder autocrático da inteligência insubmissa e orgulhosa e buscam preservar os círculos terrestres para a dilatação indefinida do ódio e da revolta, da vaidade e da criminalidade, como se o Planeta, em sua expressão inferior, lhes fosse paraíso único, ainda não integralmente submetido a seus caprichos, em vista da permanente discórdia reinante entre eles mesmos.”

(…)

“Incapacitados de prosseguir além do túmulo, a caminho do Céu que não souberam conquistar, os filhos do desespero organizam-se em vastas colônias de ódio e miséria moral, disputando, entre si, a dominação da Terra.”

Mentes cristalizadas na rebeldia, tentam sola-par, em vão, a Sabedoria Eterna, criando quistos de vida inferior, na organização terrestre, entrincheiradas nas paixões escuras que lhes vergastam as consciências.

Conhecem inumeráveis recursos de perturbar e ferir, obscurecer e aniquilar.

Escravizam o serviço benéfico da reencarnação em grandes setores expiatórios e dispõem de agentes da discórdia contra todas as manifestações dos sublimes propósitos que o Senhor nos traçou às ações.”

 

E finaliza com o seguinte ensinamento (p. 11):

p. 11: “As almas decaídas, contudo, quaisquer que sejam, não constituem uma raça espiritual sentenciada irremediavelmente ao satanismo, integrando, tão somente, a coletividade das criaturas humanas desencarnadas, em posição de absoluta insensatez. Misturam-se à multidão terrestre, exercem atuação singular sobre inúmeros lares e administrações e o interesse fundamental das mais poderosas inteligências, dentre elas, é a conservação do mundo ofuscado e distraído, à força da ignorância defendida e do egoísmo recalcado, adiando-se o Reino de Deus, entre os homens, indefinidamente…”

 

Porém, a evolução da humanidade segue os planos da Providência Divina. Assim, por mais que espíritos inferiores tentem, nada podem fazer, a não ser atrasar esse ou aquele irmão. Mas, a humanidade, como um todo, não deixa de evoluir, a evolução é uma roda que não tem como parar. Cabe a cada um de nós tentar acompanhar esta evolução moral e intelectual da humanidade para não ficarmos para trás, atingindo, assim, esferas mais sublimes de existência.

III – Reunião Mediúnica

 

O grupo de André Luiz presencia reunião mediúnica, na qual várias pessoas que habitam esferas mais sutis de nosso Planeta se manifestam para dar instruções/missões aos trabalhadores que irão para as regiões abismais.

 

Determina entidade traz interessante ensinamento a respeito da importância de socorrer aqueles que ficaram pelo caminho na evolução (p. 24):

“Poderíamos gozar, porventura, o espetáculo augusto das esferas resplandecentes, ouvindo-lhes a harmonia indefinível, numa situação de destaque adquirida à custa daqueles que gemem e desfalecem nas trevas?”

 

Após essa comunicação, Matilde, espírito evoluído que habita esferas sutis de nosso Planeta, materializa-se por meio de ato mediúnico e conversa com Gúbio (mentor de André Luiz) a respeito de importante Missão que precisava ser realizada com urgência.

 

IV – A Missão

Matilde: “— Irmão Gúbio, agradeço-te o concurso dadivoso. Creio haver chegado, efetivamente, o instante de aceitar-te a ajuda fraterna, em favor da libertação de meu infortunado Gregório (filho de Matilde). Espero, há séculos, pela renovação e penitência dele. (…). Pelo endurecimento do coração, conquistou a confiança de gênios cruéis, desempenhando presentemente a detestável função de grande sacerdote em mistérios escuros. Chefia condenável falange de centenas de outros espíritos desditosos, cristalizados no mal, e que lhe obedecem com deplorável cegueira e quase absoluta fidelidade. (…). Há cinquenta anos, porém, já consigo aproximar-me dele, mentalmente.”

 

Matilde: “Recalcitrante e duro, a princípio, Gregório agora experimenta algum tédio, o que constituí uma bênção nos corações infiéis ao Senhor. Já lhe surpreendo no espírito rudimentos de necessária transformação.”

 

Matilde: “Ainda não chora sob o guante do arrependimento benéfico e parece-me longe do remorso salvador; entretanto, já duvida da vitória do mal.”

 

E Gúbio assim respondeu: “— Nobre Matilde! estamos prontos. Dita ordens! Por mais que fizéssemos por tua alegria, nosso esforço seria pobre e pequenino, diante dos sacrifícios em que te empenhas por nós todos”

 

Feliz com a ajude de Gúbio, Matilde respondeu que programava, em breve, nova reencarnação para que Gregório possa voltar a nascer como seu filho. Em razão do estágio atual de Gregório, era necessário sua aceitação para que rompesse a ligação com as falanges do Mal e sua reencarnação fosse proveitosa.

 

Explicado sua nova reencarnação, Maltide passou a missão que deveria ser realizada por Gúbio, André Luiz e Elói: Socorro espiritual para Margarida, que estava sofrendo grave quadro de obsessão dirigida por Gregório e providenciar um encontro entre ela (Matilde) e ele.

 

Margarida, em outra vida, foi filha de Gúbio.

 

Matilde, porém, ressalta o grave risco da missão, eis que estarão em regiões densas do chamado ‘plano espiritual’, podendo sofrer impiedosas agressões.

 

E assim Gúbio respondeu (p. 27): “— Abnegada Matilde, sou pequenino em excesso para merecer-te as palavras. (…) Socorreste-me com a tua intercessão, amparando-me o zelo afetivo, perante as necessidades de Margarida. Um coração paternal é sempre venturoso, em se humilhando pelos filhos que ama. Sou simplesmente teu devedor, e, se Gregório me flagelasse nos círculos em que domina, semelhante aflição se converteria igualmente em júbilo, dentro de mim.”

 

E foi combinado que, após o socorro espiritual à Margarida, deveria Gúbio encontrar-se com Matilde nos chamados “campos de saída” para que ela pudesse conversar diretamente com Gregório.

 

Campos de saída, segundo palavras do próprio André Luiz, são lugares-limites entre duas esferas vibracionais dentro do chamado “Mundo Espiritual”.

 

V – Colônia nos Abismos

André Luiz, Eloí e Gúbio iniciaram a descida para as regiões abismais.

 

André Luiz narra que, após passar por diversas instituições socorristas, usadas para descanso, chegaram na faixa vibratória densa onde se localizava a colônia que iriam se infiltrar.

 

Ele descreve a região da seguinte forma (p. 30):

“A claridade solar jazia diferençada.

Fumo cinzento cobria o céu em toda a sua extensão.

A volitação fácil se fizera impossível.

A vegetação exibia aspecto sinistro e angustiado. As árvores não se vestiam de folhagem farta e os galhos, quase secos, davam a ideia de braços erguidos em súplicas dolorosas.

(…)

Lembrando a “selva escura” a que Alighieri se reporta no imortal poema, eu trazia o coração premido de interrogativas inquietantes.

(…)

E aquelas grandes corujas diferentes, cujos olhos brilhavam desagradavelmente nas sombras, seriam homens desencarnados sob tremendo castigo da forma? Quem chorava nos vales extensos de lama? criaturas que houvessem vivido na Terra que recordávamos, ou duendes desconhecidos para nós?”

 

Porém, em razão de que seus corpos espirituais ainda estavam no estado vibracional das esferas mais sutis, as pessoas que habitam essa região densa não conseguia notar a presença do grupo (p. 29):

 

“De quando em quando, grupos hostis de entidades espirituais em desequilíbrio nos defrontavam, seguindo adiante, indiferentes, incapazes de registrar-nos a presença. Falavam em alta voz, em português degradado, mas inteligível, evidenciando, pelas gargalhadas, deploráveis condições de ignorância. Apresentavam-se em trajes bisonhos e conduziam apetrechos de lutar e ferir.

Chegando perto da cidade Gúbio determinou que eles tornassem os corpos densos para poderem interagir com as pessoas que viviam naquela faixa vibratória.

“Passamos a inalar as substâncias espessas que pairavam em derredor, como se o ar fosse constituído de fluidos viscosos.

Elói estirou-se, ofegante, e não obstante experimentar, por minha vez, asfixiante opressão, busquei padronizar atitudes pela conduta do Instrutor, que tolerava a metamorfose, silencioso e palidíssimo.

Reparei, confundido, que a voluntária integração com os elementos inferiores do plano nos desfigurava enormemente. Pouco a pouco, sentimo-nos pesados e tive a ideia de que fora, de improviso, religado, de novo, ao corpo de carne, porque, embora me sentisse dono da própria individualidade, me via revestido de matéria densa, como se fosse obrigado a envergar inesperada armadura.”

Semana que vem continuaremos os estudos sobre a colônia espiritual e a missão do grupo de André Luiz, esse é apenas o início da fantástica história do livro Libertação.

 

V – Exercícios Mentais e Práticas Edificantes

Estes exercícios mentais e práticas edificantes visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

 

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para todos fazermos durante a semana são:

 

1 – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante durante o dia a dia;

1.1           – Evitar “perder a razão” (estado de cólera, raiva);

1.2           – Indignar-se com serenidade e razoabilidade;

1.3           – Exercitar a indulgência (capacidade de compreender e não divulgar defeitos alheios);

1.4           – Não se queixar da vida, evitar reclamações diárias e negativismos/evitar pessimismo;

1.5           – Não criticar o próximo, não julgar;

1.6           – Não se ofender (compreender o outro);

 

2        – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (principalmente para pessoas claramente necessitadas);

2.1           – Fazer pequenas gentilezas a quem está próximo;

2.2           – Participar de algum programa de caridade;

2.3           – Cultivar o otimismo sempre;

2.4           – Cultivar a tolerância com as diferenças e erros alheios;

 

3        – meditar cinco minutos por dia, ao menos três vezes na semana, preferencialmente antes de orar e preferencialmente antes de dormir;

 

4        – Leitura diária de mensagens curtas e edificantes, de preferência quando acordar e antes de dormir, de preferência antes de meditar/orar;

 

5        – Fazer Evangelho no Lar uma vez na semana;

 

6        – Perseverar;

 

7        – Estabelecer um hábito angular (hábito novo em sua vida, como deixar de ingerir alcoólicos, iniciar prática de exercícios, largar o cigarro, etc) e exercitar ao máximo o autocontrole dos atos cotidianos;

 

8        – Ser discreto (adotar a discrição sobre nossas vidas particulares);

 

9        – analisar criticamente os estímulos recebidos, seja de nosso inconsciente, seja de espíritos.

 

10     – Zelar pela saúde do corpo físico.

 

Dentro de nossa proposta de mudanças de hábitos que implica na mudança de vibração mental, melhorando nossa qualidade de vida, é importante aprender harmonizar nossa mente.

 

Um dos mais conhecidos e importante remédios, mas que normalmente é visto de forma pejorativa é a meditação.

 

Meditar consiste em cortar toda espécie de pensamento por alguns minutos, de preferência ao som de alguma música instrumental tranquilizante.

 

Não é necessário ficar na posição de lótus, ou seja, pode ser sentado normalmente, ou, então, deitado em sua cama.

 

O importante é cortar os pensamentos, isto é, deixar de pensar por alguns minutos.

 

Trata-se de tarefa difícil e, à primeira vista, aparentemente impossível. Porém, como em tudo, insistindo adquirirá o hábito e tal exercício se tornará fácil e prazeroso.

 

O corte de pensamento funciona como desligar o rádio de emissão de vibrações. Vale dizer, por breves minutos sua mente fica em total harmonia, se desligando de qualquer problema que pode haver no trabalho, na família, em casa, etc.

 

Preferencialmente, este exercício deve ser feito antes de orar. Ou seja, eleva-se o padrão vibratório e depois inicia a meditação.

 

Trata-se de excelente remédio para a insônia.

 

A insônia é gerada, em regra, por um turbilhão de pensamentos que formam um mar agitado em nossa mente, com a emissão de vibrações incessante, sendo impossível a paz e harmonia, impossibilitando o descanso da mente e o sono tranquilo.

 

Com a meditação você impede que estes pensamentos tumultuem sua mente, entrando em harmonia, viabilizando um agradável descanso.

 

Sua mente precisa disso.

 

Você precisa para harmonizar sua mente e sua vida.

 

Portanto, vamos iniciar e persistir no exercício de meditar.

 

Mensagem de Encerramento:

 

 

1 Comentário

maria josé { 21 de julho de 2013 às 21:35 }

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