Seção: Alexandre Perez Autores Diversos

DINÂMICA FRATERNA NA CASA ESPÍRITA

Artigo escrito pelo Dr. Alexandre Perez.

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Durante as últimas décadas estivemos preocupados em sustentar e divulgar os serviços que oferecemos na Casa Espírita. E, com muito esforço, tivemos sucesso de maneira geral.

No entanto, segundo nos informam os mentores de mais alto, os tempos atuais solicitam ao Espiritismo que emancipe de fato os espíritos da Terra, uma vez que já estão relativamente conscientes da existência da vida espiritual.

A Casa Espírita está agora sendo solicitada, como núcleo educador, a concentrar os esforços na transformação da condição espiritual do ser humano. Para aderirmos a este movimento, haveremos de considerar uma dinâmica diferente daquela que até então empregávamos: A Dinâmica Fraterna.

A Dinâmica Fraterna concentra o interesse maior da casa espírita diretamente sobre o ser humano e suas necessidades de encontrar informação, integração e oportunidade de trabalho, a fim de que transforme-se de assistido em assistente.

Embora isso pareça óbvio, muitos dos nossos objetivos ainda estão direcionados para a manutenção de velhos modelos, criando obstáculos à priorização destes objetivos renovadores.

Enquanto estivermos preocupados mais em manter os serviços para que as pessoas os procurem, e não adequá-los para as necessidades que se apresentam, iremos caminhar muito morosamente na direção da nova proposta.

Isto quer dizer que devemos dar menos importância às preocupações de tamanho, número de frequentadores ou intensidade fenomenológica de nossos trabalhos, para priorizar o acolhimento, a identificação das necessidades reais dos participantes, acompanhamento e integração dos trabalhadores, coerência de metodologias e avaliação de resultados.

Com o tempo, a Dinâmica Fraterna fará com que voltemos nossas preocupações e planejamentos inteiramente para a formação espiritual do ser humano, principal objetivo da Doutrina Espírita, mudando substancialmente a “cara” do movimento espírita.

Veremos, com o nosso querido Dr. Bezerra de Menezes, a sinceridade na soma dos esforços, o compartilhamento de tarefas e serviços, o desaparecimento de hábitos e crenças atávicos, a receptividade à real necessidade, enfim, veremos um campo frutificado da seara de Jesus na Terra.

Fiquemos atentos, queridos companheiros de ideal! Eis que nossos medalhões já não servem, e a nossa experiência é posta em questão. Eis que estamos sendo convidados a nos capacitar para identificar e socorrer as necessidades alheias, construindo a casa espírita para os doentes da alma, e não somente para o deleite e distração dos sãos. Óbvio que todos somos relativamente doentes, mas também é óbvio que sem a verdadeira caridade não seremos curados.

Abramos o coração e os braços, pois. Imitemos o Mestre Jesus. Fujamos à institucionalização perniciosa dos nossos serviços e desmistifiquemos o acesso à educação moral.

Temos que ultrapassar os limites de nossa zona de conforto, a fim de que outros também conheçam o aconchego de nossas mãos.

Felizes seremos quando o Movimento Espírita deixar brotar mais flores de compreensão acima dos espinhos de suscetibilidades.

Trabalhemos pois, na paz com Jesus.

Alexandre Perez

1 Comentário

Rosália Maria Cotrim { 9 de junho de 2015 às 14:37 }

Olá!
Acabo de suspirar profunda e gostosamente. Senti esperança com esta nova proposta.
…”o ser humano e suas necessidades de encontrar informação, integração e oportunidade de trabalho, a fim de que transforme-se de assistido em assistente.” Faço parte de um grupo que está praticando dessa forma, no União Espirita João de Camargo. Estamos trabalhando sem divulgação, mas já encontramos opositores. Amei o nome! É dinâmica mesmo e, se nos permitir, passaremos a usa-lo também.
Grata.
Abraço fraterno.

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