Seção: Palestras

Desencarnação – Parte IV – Casos de Cavalcante e Adelaide

I – Revisão

Estudamos que a mente em vibração dá origem ao “corpo mental”, envoltório mais sutil do espírito (ser em si).

 

Este campo ou corpo mental, modela e dá origem ao corpo espiritual (perispírito/veículo físico da dimensão “mundo espiritual”).

 

Vimos que, para ingressar em nossa dimensão vibratória, é necessária a elaboração do corpo físico.

 

Aprendemos que, formando o elo entre o corpo espiritual e o corpo físico, há energia vital (própria de nossa dimensão) que animaliza o corpo físico e esta energia está representada no chamado corpo “duplo etérico”.

 

Aprendemos que existe uma ligação entre o corpo espiritual e o corpo físico, chamada de “cordão de prata”, localizada na cabeça e que se rompe apenas quando do desencarne.

 

Analisamos o processo de desencarne de Dimas, por meio do qual, vimos que:

 

– são desatados os laços que prendem o espírito ao corpo físico, iniciando no centro vegetativo (ventre), depois centro emocional (tórax) e, por fim, no centro mental (cérebro).

 

– do corpo espiritual de Dimas extravasou substância leitosa;

 

– em átimos de milésimos de segundo o Espírito desprendeu-se do corpo físico e, por meio do campo mental, absorveu a substância leitosa impregnada de vitalidade da nova dimensão vibratória, formando um novo corpo espiritual próprio para a vida que se iniciava, constituído da matéria sutil dessa mesma nova dimensão vibratória.

 

– após todo este procedimento, o cordão fluídico permaneceu ligando o corpo espiritual ao corpo físico, a fim de facilitar o equilíbrio orgânico de Dimas-desencarnado.

 

– o comportamento dos parentes e amigos durante o velório influenciava diretamente no estado de Dimas, prejudicando-o diversas vezes.

 

– o cordão de prata foi cortado somente próximo do momento enterro do corpo físico, sendo que Dimas absorvia, pelo cordão, fluído vital que ajudava em seu equilíbrio.

 

– espíritos inferiores vigiavam e não atacaram Dimas em razão de sua proteção.

 

– o mentor de André Luiz dispersou no ar o restante dos resíduos de vitalidade existente no corpo físico de Dimas, para que as entidades inferiores não se apropriassem deles.

 

Vídeo sobre a desencarnação de Dimas:

 

 

Por fim, analisamos o caso de Flávio, quando vimos que em razão da preparação da família e amigos, bem como do próprio Flávio, o processo foi muito mais tranquilo, sendo o cordão de prata cortado apenas 1 hora depois do falecimento do corpo físico.

 

 

 

II – Desencarne de Cavalcante

 

Cavalcante era católico, sempre preocupado em fazer o Bem, seguindo o Evangelho e fazendo caridade.

 

Chegou a ser abandonado pelos familiares em razão de seus ideais e do bem que conscientemente praticou durante a vida carnal.

 

Apesar de ser uma pessoa muito boa, voltada para o Bem, possuía a mente muito fechada para a realidade espiritual.

 

Quando levados para o Abrigo de Fabiano, dias antes da desencarnação, durante o sono, para preparação do corpo espiritual, Cavalcante foi o que mais exigiu cuidados.

 

Chegado o momento do falecimento do corpo físico, Cavalcante não aceitava a morte e isso refletia em seus centros de força.

 

André Luiz observou (Obreiros da Vida Eterna, 28ª Edição, p. 269):

“Reconhecia, entretanto, ali, naquele agonizante que teimava em viver de qualquer modo no corpo físico, o gigantesco poder da mente, que, em admirável decreto da vontade, estabelecia todo o domínio possível nos órgãos e centros vitais em decadência franca”.

“Decorridos mais de quatro dias, em que atentávamos para o moribundo, cuidadosamente, Jerônimo deliberou fossem desatados os laços que o retinham à esfera grosseira”.

 

André Luiz observou que o médico e o padre que atendiam Cavalcante, conversavam a respeito da eutanásia, o que o impressionou (p. 271):

 

“A cena chocava-me pelo desrespeito. Ambos os profissionais, o da Religião e o da Ciência, notavam situações meramente superficiais, incapazes de penetração nos sagrados mistérios da alma”.

O mentor de André Luiz iniciou o procedimento de desencarnação, mas Cavalcante lutava para permanecer vivo.

 

Iniciado o procedimento, Cavalcante começou a perceber a nova dimensão, momento em que entrou em desespero porque observou entidades que vampirizavam os outros doentes que estavam no mesmo quarto.

O médico, observando o estado de falecimento que não se consumava, decidiu dar-lhe injeção fatal, causando a morte.

 

Vejamos o relato (p. 280/281):

 

“(…). Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o médico ministrou a chamada ‘injeção compassiva’, ante o gesto de profunda desaprovação do meu orientador.

Em poucos instantes, o moribundo calou-se. Inteiriçaram-se-lhe os membros, vagarosamente. Imobilizou-se a máscara facial. Fizeram-se vítreos os olhos móveis.

Cavalcante, para o espectador comum, estava morto. Não para nós, entretanto. A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena inconsciência e incapaz de qualquer reação”.

 

E o mentor de André Luiz explicou (p. 281):

 

“A carga fulminante da medicação de descanso, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, interessa os centros do organismo perispiritual. Cavalcante permanece, agora, colado a trilhões de células neutralizadas, dormentes, invadido, ele mesmo, de estranho torpor que o impossibilita de dar qualquer resposta ao nosso esforço.”

 

“(…), somente nos foi possível a libertação do recém desencarnado quando já haviam transcorrido vinte horas, após serviço muito laborioso para nós. Ainda assim, Cavalcante não se retirou em condições favoráveis e animadoras. Apático, sonolento, desmemorizado, foi por nós conduzido ao asilo de Fabiano, demonstrando necessitar de maiores cuidados”.

 

E o mentor de André Luiz explicou que os medicamentos possuem propriedades eletromagnéticas que afetam as células do corpo físico e espiritual (p. 282):

 

“Qualquer droga, no campo infinitesimal dos núcleos celulares, se faz sentir pelas propriedades elétricas específicas. (…). A gota medicamentosa tem princípios elétricos, como também acontece às associações atômicas que vão recebê-la”.

 

Em razão da injeção fatal, o corpo espiritual de Cavalcante foi diretamente afetado, o que causou um estado de inércia no “mundo espiritual”.

 

Observando estes fatos, André Luiz fez significativa observação (p. 283):

 

“(…). O Espírito, eterno nos fundamentos, vale-se da matéria, transitória nas associações, como material didático, (…). Prejudicando a matéria, complicaremos o quadro de serviços a que nos é indispensável e estacionaremos, em qualquer situação, a fim de restaurar o patrimônio sublime posto à nossa disposição pela Bondade Imperecível. (…). Ninguém se colocará vitorioso no cume da vida eterna, sem aprender o equilíbrio com que deve elevar-se.”

 

 

 

III – Caso de Adelaide

Espírita, médium, dedicou-se a vida inteira à caridade e prática do Bem. Recebía orientação espiritual de Bezerra de Menezes.

 

Estava preparada para o desencarne, mas temia pelos companheiros que ficariam, porque ela coordenava todos os trabalhos de caridade.

 

Quando da viagem à casa de Fabiano, para preparação do corpo espiritual para o desencarne, Adelaide, junto com Fábio, possuía boa percepção do que acontecia.

 

Para que o desencarne fosse possível, foi agendada uma reunião com todos os integrantes do grupo de caridade de Adelaide, que foram levados durante o sono para o Abrigo de Fabiano, onde receberam a explicação de que era chegada a hora do falecimento da irmã Adelaide e que eles deveriam aceitar tal fato.

 

Após a reunião, o desencarne de Adelaide foi facilitado (p. 296):

 

“(…) extinguiram-se as correntes mentais de retenção que se mantinham pelo entendimento fraterno da comunidade reconhecida. Privou-se o corpo carnal do permanente socorro magnético, ao qual afluxo dessas correntes alimentava, atenuando-lhe a resistência e precipitando a queda do tono vital.”

 

E quem realizou o processo de desenlace do corpo espiritual? A própria Adelaide (p. 296):

 

“(…), rogou, tímida, que lhe fosse concedido o obséquio de tentar, ela própria, a sós, a desencarnação dos laços mais fortes, em esforço pessoal, espontâneo.”

 

Assim foi feito, causando espanto à André Luiz que imaginava que não fosse possível. Seu mentor explicou:

 

“A cooperação de nosso plano é indispensável no ato conclusivo da liberação; todavia, o serviço preliminar do desenlace, no plexo solar e mesmo no coração, pode, em vários casos, ser levado a efeito pelo próprio interessado, quando este haja adquirido, durante a experiência terrestre, o preciso treinamento com a vida espiritual mais elevada”.

 

IV – Exercícios Mentais e Práticas Edificantes

Estes exercícios mentais e práticas edificantes visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

 

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para todos fazermos durante a semana são:

 

1 – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante durante o dia a dia;

1.1           – Evitar “perder a razão” (estado de cólera, raiva);

1.2           – Indignar-se com serenidade e razoabilidade;

1.3           – Exercitar a indulgência (capacidade de compreender e não divulgar defeitos alheios);

1.4           – Não se queixar da vida, evitar reclamações diárias e negativismos/evitar pessimismo;

1.5           – Não criticar o próximo, não julgar;

1.6           – Não se ofender (compreender o outro);

 

2        – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (principalmente para pessoas claramente necessitadas);

2.1           – Fazer pequenas gentilezas a quem está próximo;

2.2           – Participar de algum programa de caridade;

2.3           – Cultivar o otimismo sempre;

2.4           – Cultivar a tolerância com as diferenças e erros alheios;

 

3        – meditar cinco minutos por dia, ao menos três vezes na semana, preferencialmente antes de orar e preferencialmente antes de dormir;

 

4        – Leitura diária de mensagens curtas e edificantes, de preferência quando acordar e antes de dormir, de preferência antes de meditar/orar;

 

5        – Fazer Evangelho no Lar uma vez na semana;

 

6        – Perseverar;

 

7        – Estabelecer um hábito angular (hábito novo em sua vida, como deixar de ingerir alcoólicos, iniciar prática de exercícios, largar o cigarro, etc) e exercitar ao máximo o autocontrole dos atos cotidianos;

 

8        – Ser discreto (adotar a discrição sobre nossas vidas particulares);

 

9        – analisar criticamente os estímulos recebidos, seja de nosso inconsciente, seja de espíritos.

 

10     – Zelar pela saúde do corpo físico.

 

 

Vamos rever o seguinte exercício mental: aprender a forma correta de se ficar indignado.

A indignação pode ser uma legítima forma de se expressar.

 

André Luiz explica no Livro Entre a Terra e o Céu (fls. 170/180): “A indignação é necessária para marcar a nossa repulsa contra atos deliberados de rebelião ante as leis do Senhor”.

 

Porém, é necessário tomar cuidado ao se indignar.

 

Primeiro, não devemos ficar indignados por qualquer motivo, por qualquer bagatela.

 

Segundo, indignar-se não pode ser uma desculpa para “perdemos a razão”. Lembram-se do que acontece e os prejuízos quando ficamos no estado de cólera? Pois bem, não podemos ficar indignados com algum fato e “perder a razão”, ficar no estado de cólera, ira, raiva, violência, etc.

 

Vejamos mais estas lições contidas no livro “Entre a Terra e o Céu” (fls. 170/180):

Assim como a administração da energia elétrica reclama atenção para a voltagem, precisamos vigiar a nossa indignação principalmente quando seja imperioso vertê-la através da palavra, carregando a nossa voz tão-somente com a força suscetível de ser aproveitada por aqueles a quem endereçamos a carga de sentimentos”.

é indispensável modular a expressão da frase, como se gradua a emissão elétrica!”.

Nunca deve arrojar-se à violência e jamais deve-se perder a dignidade de que fomos investidos”.

 

Precisamos, assim, de muita cautela com a palavra, nos momentos de tensão alta do nosso mundo emotivo, a fim de que a nossa voz não se torne gritos selvagens ou considerações cruéis que não passam de choques mortíferos que infligimos aos outros, semeando espinheiros de antipatia e revolta que nos prejudicarão a própria tarefa”.

 

Dessa forma, temos que indignar-se é legítimo e pode ocorrer sim em nosso dia a dia. Porém, devemos aprender a indignarmo-nos mantendo o padrão vibratório alto, com serenidade, apenas falando o necessário e sem agredir (física e moralmente) a ninguém. A partir de hoje, vamos tentar aplicar isso em nosso dia a dia, aumentando nosso nível de êxito ao cumprir a primeira tarefa “afastar qualquer pensamento não edificante”.

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