Seção: Palestras

Cérebro (físico e espiritual) – Obsessão – Ovóide

Primeira Parte dos estudos sobre o funcionamento do cérebro físico e espiritual, explicando quadros de obsessão e, posteriormente, a degradação do corpo espiritual – Parte I

 

I – Revisão

Quando estudamos a evolução do princípio espiritual, vimos que antes de chegarmos à fase hominal, passamos por todas as cadeias da evolução (mineral, vegetal e animal).

 

Analisamos que ao longo deste enorme caminho, o princípio espiritual, ainda apenas uma crisálida de consciência, por meio da repetição, desenvolve os reflexos automatizados, para depois desenvolver os instintos (animal), para, finalmente, desenvolver os sentimentos e a racionalidade (fase hominal).

 

Vimos que o desenvolvimento dos órgãos no corpo espiritual e no corpo físico é obra de milhares de milênios, atendendo à evolução do campo mental do “SER”.

 

Aprendemos que o nosso cérebro, tanto espiritual, quanto físico, possui três setores (subconsciente, consciente e superconsciente). No estudo sobre “Evolução do Princípio Espiritual”, analisamos essa informação para complementar a explicação de nosso estágio atual (abandonar instintos animais, caminhando para a racionalidade e aprimorando os sentimentos). A partir de agora, vamos analisar a fundo as informações trazidas no livro “No Mundo Maior”, para, assim, entendermos os processos de obsessão e males da mente, para, posteriormente, estudarmos como ocorre a degradação do corpo espiritual.

 

II – Advertências de Eusébio

Como visto, estamos ainda deixando os instintos da fase animal, para finalmente nos tornamos Humanos guiados somente pela razão e pelo sentimento. Sobre essa fase, o mentor de André Luiz faz interessante discurso que precisamos ler, reler e refletir (fl. 26, “No Mundo Maior”):

“Falamos de todos nós, viajores que extravagamos no deserto da própria negação; de nós, pássaros de asas partidas, que tentamos voar ao ninho da liberdade e da paz, e que, no entanto, ainda nos debatemos no chavascal (lugar sujo, obs. nossa) dos prazeres de ínfima estofa (qualidade, obs. nossa). Por que não represar o curso das paixões corrosivas que nos flagelam o espírito? Por que não sofrear o ímpeto da animalidade, em que nos comprazemos, desde os primeiros laivos de raciocínio? Sempre o terrível dualismo da luz e das trevas, da compaixão e da perversidade, da inteligência e do impulso bestial. Estudamos a ciência da espiritualidade consoladora desde os primórdios da razão, e, todavia, desde as épocas mais remotas, consagramo-nos ao aviltamento e ao morticínio”.

 

E adverte (p. 31):

 

“Não basta crer na imortalidade da alma. Inadiável é a iluminação de nós mesmos, a fim de que sejamos claridade sublime. Não basta, para o arrojado cometimento da redenção, o simples reconhecimento da sobrevivência da alma e do intercâmbio entre os dois mundos. Os levianos e os maus, os ignorantes e os estultos (tolos, obs. nossa), podem corresponder-se igualmente a distância, de país a país. Antes de mais nada importa elevar o coração, romper as muralhas que nos encerram na sombra, esquecer as ilusões da posse, dilacerar os véus espessos da vaidade, abster-se do letal licor do personalismo aviltante, para que os clarões do monte refuljam no fundo dos vales, a fim de que o sol eterno de Deus dissipe as transitórias trevas humanas.”

 

Sabendo da fase em que estamos, na qual lutamos contra nossa animalidade inferior, sob a influência direta de espíritos desencarnados e diante das constantes transformações da sociedade, o mentor de André Luiz advertiu sobres os males da mente, isso em 1947, demonstrando já saber que no futuro o “mal do século” seriam os distúrbios mentais como estresse, bipolaridade, depressão, etc. Vejamos (pag. 29):

 

“(…). Empenhados em disputas intermináveis, em duelos formidandos de opinião, conduzidos por desvairadas ambições inferiores, os filhos da Terra abeiram-se de novo abismo, que o olhar conturbado não lhes deixa perceber. Esse hiante vórtice, meus irmãos, é o da alienação mental, que não nos desintegra só os patrimônios celulares da vida física, senão também atinge o tecido sutil da alma, invadindo-nos o cerne do corpo perispiritual. Quase todos os quadros da civilização moderna se acham comprometidos na estrutura fundamental. Precisamos, pois, mobilizar todas as forças ao nosso alcance, a serviço da causa humana, que é a nossa própria causa”.

 

Vejamos essa outra passagem (pag. 35/36):

O desequilíbrio generalizado e crescente invade os departamentos da mente humana. Combatem-se, desesperadamente, as nações e as ideologias, os sistemas e os princípios. (…). Guerreiam-se as esferas de ação entre si; encarnados e desencarnados de tendências inferiores colidem ferozmente, aos milhões. Inúmeros lares transformam-se em ambientes de inconformação e desarmonia. Duela o homem consigo mesmo no atual processo acelerado de transição”.

O mentor de André Luiz explica como lutarmos nessa complicada fase da humanidade, enfrentando os males da mente (fl. 34):

 

“Vinculai-vos, pela oração e pelo trabalho construtivo, aos planos superiores, e estes vos proporcionarão contato com os Armazéns Divinos, que suprem a cada um de nós segundo a justa necessidade.

Não galgueis os obstáculos, nem tenteis contorná-los pela fuga deliberada: vencei-os, utilizando a vontade e a perseverança, ensejando crescimento aos vossos próprios valores.”

 

Assim, mantendo-nos nas trilhas do Bem, lutando pela nossa reforma íntima, estaremos, automaticamente, em contato com a espiritualidade superior, prevenindo nossa mente dos males desenvolvidos hoje em sociedade, como a depressão, estresse, bipolaridade, esquizofrenia e demais alienações mentais.

 

“A consolação e a amizade de benfeitores encarnados e desencarnados enriquecer-vos-ão de conforto, quais suaves e abençoadas flores da alma; entretanto, fenecerão (falecerão, obs. nossa) como as rosas de um dia, se não fertilizardes o coração com a fé e o entendimento, com a esperança inquebrantável e o amor imortal, sublimes adubos que lhes propiciem o desenvolvimento no terreno do vosso esforço sem tréguas” (p. 36).

 

III – Nosso Cérebro – Funcionamento e influências externas

Inicialmente, vamos relembrar o estudo feito por André Luiz sobre o funcionamento de nosso cérebro quando analisava um caso de socorro espiritual (“No Mundo Maior”, p. 44, 20ª Edição):

 

(…) Descobri, surpreso, que toda a província cerebral, pelos sinais luminosos, se dividia em três regiões distintas. Nos lobos frontais, as zonas de associação eram quase brilhantes. Do córtex motor, até a extremidade da medula espinhal, a claridade diminuía, para tornar-se ainda mais fraca nos gânglios basais”.

 

E recebeu explicações sobre o funcionamento do cérebro (p. 47):

 

“Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a ‘residência de nossos impulsos automáticos’, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o ‘domicílio das conquistas atuais’, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a ‘casa das noções superiores’, indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada. Distribuímos, deste modo, nos três andares, o subconsciente, o consciente e o superconsciente. Como vemos, possuímos, em nós mesmos, o passado, o presente e o futuro”.

 

Dessa forma, vemos que possuímos três setores no cérebro:

 

a)   Gânglios basais(1) – subconsciente: armazena o hábito e o automatismo de nossas milhares de vidas.

 

b)   Córtex motor(2) – consciente: refere-se ao nosso pensamento presente, nossas decisões imediatas. Local onde são travadas as lutas internas, aceitando ou não os impulsos vindos do hábito e influência dos espíritos. Livre arbítrio.

 

c)    Lóbulo Frontal – superconsciente: as ideias superiores, o idealismo, a vontade de evoluir e crescer como ser humano.

 

Sabendo dessa estrutura de nosso cérebro podemos compreender como ocorre a obsessão espiritual. Vamos analisar alguns casos.

 

André Luiz, em companhia de seu mentor, adentraram em hospital para prestar socorro espiritual a determinado doente.

 

A pessoa que estava sofrendo a obsessão, antes, quando jovem, havia matado o agora obsessor. A vítima tinha sido empregado do obsessor e esse o havia ajudado de todas as formas, tinha-o como um filho. Em determinado dia, aquele que agora era vítima matou o agora obsessor, roubando-lhe grandes quantias em dinheiro, mas habilmente escapou das garras da justiça terrena.

 

O mentor de André Luiz explicou (fl. 52):

“Conseguiu ludibriar os homens, mas não pôde iludir a si mesmo. A entidade desencarnada, concentrando a mente na ideia de vingança, passou, perseverante, a segui-lo.”

 

Em razão da influência direta do obsessor, a vítima passou a alimentar as ideias de remorso e culpa, impedindo, assim, o desenvolvimento de ideias elevadas e a ativação da área cerebral responsável pelos princípios mais nobres do ser, o que, em consequência, elevaria o seu padrão vibratório e o colocaria em sintonia com a espiritualidade superior.

 

A vítima mantinha-se em trabalho constante para preencher seus pensamentos apenas pela vivência do presente, esquecendo-se do desenvolvimento necessário do Espírito. Assim, mantinha-se apenas nos setores do cérebro conhecido como consciente e subconsciente, sem elevar seu padrão vibratório, viabilizando com essa conduta a continuação do quadro obsessivo.

 

Vejamos a narrativa (fl. 42):

 

“(…). Abatido e pálido, mantinha-se ele unido a deplorável entidade de nosso plano, em míseras condições de inferioridade e de sofrimento. O doente, embora quase imóvel, acusava forte tensão de nervos, sem perceber, com os olhos físicos, a presença do companheiro de sinistro aspecto”.

 

Analisando o quadro que se via, o mentor de André Luiz explicou que ambos, obsessor e vítima, haviam deixado de alimentar pensamentos edificantes, vivendo apenas nos impulsos da animalidade (fl. 49/50):

 

“Examinamos aqui dois enfermos: um, na carne, outro, fora dela. Ambos trazem o cérebro intoxicado, sintonizando-se absolutamente um com o outro. Espiritualmente, rolaram do terceiro andar, onde situamos as concepções superiores, e, entregando-se ao relaxamento da vontade, deixaram de acolher-se no segundo andar, sede do esforço próprio, perdendo valiosa oportunidade de reerguer-se; caíram, destarte, na esfera dos impulsos instintivos, onde se arquivam todas as experiências da animalidade anterior. Ambos detestam a vida, odeiam-se reciprocamente, desesperam-se, asilam ideias de tormento, de aflição, de vingança”.

 

Vemos, portanto, que, alimentando pensamentos negativos, caímos do terceiro andar (onde se aninham os ideais superiores) e passamos a viver no segundo e no primeiro “andares” da mente, deixando-nos dominar pelos instintos animais ainda grosseiros (primeiro e segundo “andares” de nossa mente).

 

Isso porque, permanecendo o presente (consciente) “alimentado” apenas por impulsos do passado (instintos inferiores), sem as ideias superiores (idealismo, sentimentos nobres), não ocorre a luta interna que caracteriza a reforma íntima e evolução espiritual.

 

E o mentor de André Luiz explica como deve ser o funcionamento correto de nosso cérebro, evitando quadros obsessivos e viabilizando o desenvolvimento completo do Espírito (fl. 62):

 

“Para que nossa mente prossiga na direção do alto, é indispensável se equilibre, valendo-se das conquistas passadas, para orientar os serviços presentes, e amparando-se, ao mesmo tempo, na esperança que flui, cristalina e bela, da fonte superior de idealismo elevado; através dessa fonte ela pode captar do plano divino as energias restauradoras, assim construindo o futuro santificante”.

 

E faz preciosa observação (p. 63):

“Segundo verificamos, Jesus Cristo tinha sobradas razões recomendando-nos o amor aos inimigos e a oração pelos que nos perseguem e caluniam. Não é isto mera virtude, senão princípio científico de libertação do ser, de progresso da alma, de amplitude espiritual: no pensamento residem as causas. Época virá em que o amor, a fraternidade e a compreensão, definindo estados do espírito, serão tão importantes para a mente encarnada quanto o pão, a água, o remédio; é questão de tempo”.

 

 

IV – Exercícios Mentais e Práticas Edificantes

Estes exercícios mentais e práticas edificantes visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

 

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para todos fazermos durante a semana são:

 

1 – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante durante o dia a dia;

1.1           – Evitar “perder a razão” (estado de cólera, raiva);

1.2           – Indignar-se com serenidade e razoabilidade;

1.3           – Exercitar a indulgência (capacidade de compreender e não divulgar defeitos alheios);

1.4           – Não se queixar da vida, evitar reclamações diárias e negativismos/evitar pessimismo;

1.5           – Não criticar o próximo, não julgar;

1.6           – Não se ofender (compreender o outro);

 

2        – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (principalmente para pessoas claramente necessitadas);

2.1           – Fazer pequenas gentilezas a quem está próximo;

2.2           – Participar de algum programa de caridade;

2.3           – Cultivar o otimismo sempre;

2.4           – Cultivar a tolerância com as diferenças e erros alheios;

 

3        – meditar cinco minutos por dia, ao menos três vezes na semana, preferencialmente antes de orar e preferencialmente antes de dormir;

 

4        – Leitura diária de mensagens curtas e edificantes, de preferência quando acordar e antes de dormir, de preferência antes de meditar/orar;

 

5        – Fazer Evangelho no Lar uma vez na semana;

 

6        – Perseverar;

 

7        – Estabelecer um hábito angular (hábito novo em sua vida, como deixar de ingerir alcoólicos, iniciar prática de exercícios, largar o cigarro, etc) e exercitar ao máximo o autocontrole dos atos cotidianos;

 

8        – Ser discreto (adotar a discrição sobre nossas vidas particulares);

 

9        – analisar criticamente os estímulos recebidos, seja de nosso inconsciente, seja de espíritos.

 

10     – Zelar pela saúde do corpo físico.

 

Rever o exercício mental e prática edificante da indulgência.

 

Indulgência é a conduta daquele que vê o defeito de alguém e silencia. Não julga, não critica e principalmente, não espalha aquilo que foi observado.

 

Conforme ensina André Luiz:

 

“Indulgência é a caridade vestida de silêncio”.

 

Além dos preciosos ensinamentos do Evangelho Segundo Espiritismo:

 

“Queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam.”

 

“A Indulgência não vê defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los”.

 

“A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, (…). Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados”.

 

“Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos?”

 

“Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros”.

 

Assim, durante a semana, vamos exercitar a indulgência para com os atos alheios, evitando pensamentos grosseiros e vibrações mentais inferiores, conduta que nos colocará em sintonia com a espiritualidade superior e melhorará nossa qualidade de vida.

 

Mas, principalmente, para nos mantermos em condições ótimas de evolução espiritual, lutemos para nos colocarmos sempre no andar superior de nossa mente, projetando idealizações elevadas e dignas – com o que nosso tônus vibratório também se elevará, colocando-nos em contato permanente com as forças superiores que governam o Universo.

 

 

Mensagem Final:

(1)  Os gânglios basais ou núcleos da base são um grupo de núcleos no cérebro interconectados com o córtex cerebral, tálamo e tronco cerebral, associados a diversas funções: controle motor, cognição, emoções e aprendizado.

(2) O córtex motor é responsável pelo controle e coordenação da motricidade voluntária. Traumas nesta área causam fraqueza muscular ou até mesmo paralisia. O córtex motor do hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo, e o córtex motor do hemisférios direito controla o lado esquerdo do corpo. Cada córtex motor contém um mapa da superfície do corpo: perto da orelha, está a zona que controla os músculos da garganta e da língua, segue-se depois a zona dos dedos, mão e braço; a zona do tronco fica ao alto e as pernas e pés vêm depois, na linha média do hemisfério.

 

6 Comentários

Orlando { 12 de junho de 2013 às 12:22 }

Simplesmente magnifico. deus lhes de força para prosseguir. Muito obrigado.

Artemisa { 13 de junho de 2013 às 23:39 }

Muito belo, que Deus nos ajude a praticar essas lindíssimas palavras.

Gilberto Izaguirry Rocha { 28 de julho de 2013 às 14:16 }

Gostei, bem esclarecedora a matéria e muito atual.

Anna Regina Miranda { 28 de julho de 2013 às 21:53 }

Infelizmente fui conduzida ao kardecismo pela dor nao pelo amor mas tenho muitos relatos para confirmar que o mundo espiritual existe e que de la os entes queridos se comunicam Paz e Amor a todos

Mauro { 10 de outubro de 2013 às 22:10 }

Meu amigo. Não te conheço mas admiro e enalteço sua atitude e disciplina de manter esta página sempre bem abastecida.
Venho sempre me abastecer nas suas mensagens e seus estudos.
Que Deus te de força e iluminação sempre.
Um forte abraço fraterno!

Breno Costa { 10 de outubro de 2013 às 22:14 }

Olá Mauro!
Ficamos muito feliz com as suas palavras!
Fazemos sem nenhuma finalidade lucrativa, apenas amor à doutrina espirita!
Por favor, continue acompanhando e ajude na divulgação da página!
Abraços!

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