Seção: Palestras

Centros de Força – Chacras

Centros de Força – Chacras

 

I – Revisão

Estudamos que a mente vibra incessantemente ao mesmo tempo em que recebe vibrações e, por meio dessas vibrações, há atrito com a atmosfera que está em seu entorno, o que dá origem ao envoltório mais sutil que envolve o espírito, o chamado “corpo mental” ou “campo mental”.

 

Este campo ou corpo mental, feito do fluído cósmico universal (matéria) do plano de existência em que está o espírito, modela e dá origem ao corpo espiritual (perispírito ou veículo físico daquela dimensão). Assim temos:

 

Mente à corpo mental à corpo espiritual

 

Vimos que, para ingressar em nossa dimensão vibratória, constituída por matéria densa, é necessária a formação do corpo que nós comumente chamamos didaticamente de “físico” para facilitar a diferenciação entre as duas dimensões.

 

Analisamos que tanto o corpo físico desta dimensão quanto a da quarta dimensão (chamado de perispírito) são compostos por células e que cada célula é um ser vivo no qual há um princípio espiritual (uma crisálida de consciência), todas sob o comando principal de nossa mente.

 

Assim, cada célula é um princípio inteligente sob o comando da mente maior, que é a pessoa (o eu, o ser em si).

 

 II – Centros de Forças – Chacras

André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, revela que o corpo espiritual, também formado por bilhões de células, possui centros vitais.

 

Estes centros vitais são os chamados chacras.

 

Chacra é originado do sânscrito e significa círculo, o que apenas quer dizer que nestes pontos há acúmulo de energia (vórtices) produzida pelo corpo espiritual.

 

São eles (p. 31/32, 25ª Edição, Evolução em Dois Mundos):

 

a)   Centro Coronário: “instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do plano superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe correspondente no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito”. No corpo físico situa-se no alto da cabeça.

 

b)   Centro Cerebral: “contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso em toda a sua organização”. No corpo físico fica próximo ao ponto central da testa, pouco acima e entre os olhos.

 

“(…) ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à Palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber. É no centro cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos” (Entre a Terra e o Céu, p. 165, 25ª Edição).

 

c)    Centro Laríngeo: “controlando notadamente a respiração e a fonação”.

“Preside aos fenômenos vocais, inclusive as atividades do timo, da tireóide e das paratireoides” (Entre a Terra e o Céu, p. 165, 25ª Edição).

 

d)   Centro Cardíaco: “a emotividade e a circulação das forças de base”.

 

e)    Centro Esplênico: “determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo”.

“no corpo denso, está sediado no baço, regulando a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servimos” (Entre a Terra e o Céu, p. 165, 25ª Edição).

 

f)     Centro Gástrico: “responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização”.

 

g)    Centro Genésico: guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.

 

Vemos, então, que existem 7 (sete) centros vitais principais no corpo espiritual.

 

E, quando o ser está encarnado, estes centros vitais do corpo espiritual estão diretamente ligados aos correspondentes órgãos do corpo físico.

 

André Luiz explica que é pelos centros vitais que a mente comanda as células dos corpos físico e espiritual (p. 33, Evolução em Dois Mundos, 25ª Edição):

 

“São os centros vitais fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso, e detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes, as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos… (…)”

 

Explica também que, pelos centros de vitais, é que os médicos espirituais prestam assistência para nós, encarnados:

 

“Observando o corpo espiritual ou psicossoma, desse modo, em nossa rápida síntese, como veículo eletromagnético, qual o próprio corpo físico vulgar, reconheceremos facilmente que, como acontece na exteriorização da sensibilidade dos encarnados, operada pelos magnetizadores comuns, os centros vitais a que nos referimos são também exteriorizáveis quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono vulgar, no auxílio a doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando renovações e transformações no comportamento celular, mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei do merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro”.

 

É importante entender que todas as células dos corpos físico e espiritual, assim como os centros vitais secundários, recebem o impulso do Centro Coronário, tido como sede da Mente.

 

Vejamos a explicação de André Luiz (p. 32):

“Dele (centro coronário) parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, ideias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.

A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as consequências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino”.

 

Assim, a partir do nosso pensamento, nossa mente determina ao centro coronário a emissão de fluídos para todos os demais centros de energias do corpo e estes centros, por sua vez, emitem as energias para os órgãos correspondentes.

 

Dessa forma, o pensamento dá origem à fixação de energia positiva ou negativa em órgãos de nosso corpo espiritual e também físico.

 

Isso porque o corpo espiritual e os centros de energias estão entrelaçados intimamente com o corpo físico e os órgãos correspondentes.

 

Essa é mais uma explicação da influência direta da mente sobre a saúde do corpo físico.

 

Também no livro “Entre a Terra e o Céu”, há explicação sobre a importância do Centro Coronário na distribuição de energia (p. 164/165):

 

“(…) Tal seja a viciação do pensamento, tal será a desarmonia no centro de força, que reage em nosso corpo a essa ou àquela classe de influxos mentais. (…). Analisando a fisiologia do perispírito, classifiquemos os seus centros de força, aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre. Temos, assim, por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o ‘centro coronário’ que, na Terra, é considerado pela filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Esse centro recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, (…). Considerando em nossa exposição os fenômenos do corpo físico, e satisfazendo aos impositivos de simplicidade em nossas definições, devemos dizer que dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos electromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica.”

 

E ressalta:

“Não podemos olvidar, porém, que o nosso veículo sutil, tanto quanto o corpo de carne, é criação mental no caminho evolutivo, tecido com recursos tomados transitoriamente por nós mesmos aos celeiros do Universo, vaso de que nos utilizamos para ambientar em nossa individualidade eterna a divina luz da sublimação, com que nos cabe demandar as esfera do Espírito Puro. Tudo é trabalho da mente no espaço e no tempo, a valer-se de milhares de formas, a fim de purificar-se e santificar-se para a Glória Divina.

(…)

Quando a nossa mente, por atos contrários à Lei Divina, prejudica a harmonia de qualquer um desses fulcros de força de nossa alma, naturalmente se escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando-se ao trabalho de reajuste”.

 

Estudamos anteriormente que a mente tudo registra.

 

Assim, a mente registra o erro cometido por nós, refletindo no corpo mental, este, por sua vez, reflete no corpo espiritual, diretamente no centro vital correspondente ao desequilíbrio causado, projetando essa distonia no corpo físico.

 

É somente com o resgate da dívida que a mente se depura, eliminando o registro no campo mental e, consequentemente, no corpo espiritual e este no físico, eliminando o desequilíbrio do centro vital.

 

III – Exercícios Mentais e Práticas Edificantes

Estes exercícios mentais e práticas edificantes visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

 

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para todos fazermos durante a semana são:

 

1 – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante durante o dia a dia;

1.1           – Evitar “perder a razão” (estado de cólera, raiva);

1.2           – Indignar-se com serenidade e razoabilidade;

1.3           – Exercitar a indulgência (capacidade de compreender e não divulgar defeitos alheios);

1.4           – Não se queixar da vida, evitar reclamações diárias e negativismos/evitar pessimismo;

1.5           – Não criticar o próximo, não julgar;

1.6           – Não se ofender (compreender o outro);

 

2        – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (principalmente para pessoas claramente necessitadas);

2.1           – Fazer pequenas gentilezas a quem está próximo;

2.2           – Participar de algum programa de caridade;

2.3           – Cultivar o otimismo sempre;

2.4           – Cultivar a tolerância com as diferenças e erros alheios;

3        – meditar cinco minutos por dia, ao menos três vezes na semana, preferencialmente antes de orar e preferencialmente antes de dormir;

 

4        – Leitura diária de mensagens curtas e edificantes, de preferência quando acordar e antes de dormir, de preferência antes de meditar/orar;

 

5        – Fazer Evangelho no Lar uma vez na semana;

 

6        – Perseverar;

 

7        – Estabelecer um hábito angular (hábito novo em sua vida, como deixar de ingerir alcoólicos, iniciar prática de exercícios, largar o cigarro, etc) e exercitar ao máximo o autocontrole dos atos cotidianos;

 

8        – Ser discreto (adotar a discrição sobre nossas vidas particulares);

 

9        – analisar criticamente os estímulos recebidos, seja de nosso inconsciente, seja de espíritos.

 

 

 

12 Comentários

Pedro Henrique Molina { 1 de maio de 2013 às 13:55 }

Muito boa explicação.Muito obrigado…

Breno Costa { 1 de maio de 2013 às 13:59 }

Que bom que gostou Pedro.
Semana que vem começamos os estudo sobre Desencarne!
Acompanhe!
abraços,
breno.

Rosália { 3 de maio de 2013 às 18:11 }

Adoro esse tema e amo tudo que André Luiz nos ensina.
Ah! Amo você também, menino!
Muito obrigada.
Bjs.

Breno Costa { 3 de maio de 2013 às 18:13 }

Que bom que gostou!
Não abandona a gente!
abraços,
breno.

Andrea dos Santos { 6 de maio de 2013 às 19:07 }

Estou gostando muito das explicações! Tem sido de grande ajuda.
Obrigada!

Breno Costa { 6 de maio de 2013 às 19:17 }

Que bom que está gostando Andrea!
Continue acompanhando!
Amanhã começaremos o estudo sobre desencarnação!
Abraços.

patricia rodrigues { 13 de maio de 2013 às 18:44 }

Muito esclarecedor o estudo e de alta ajuda pra todos nos,obrigada por tanto esclarecimento tao enriquecedor pro nosso espirito,que Jesus e a Espiritualidade sempre estejam com voces!!!Um grande abraco!!!Patricia.

Breno Costa { 13 de maio de 2013 às 21:42 }

Olá Patrícia, que bom que está gostando!

Continue acompanhando, vamos estudar agora a Desencarnação!

Abraços,
Breno.

Maria Lucia Ferreira da Siva { 19 de maio de 2013 às 6:35 }

obrigado isto muda muito conceitos de dor na vida

MARCIA { 18 de junho de 2013 às 1:29 }

MUITA PAZ A TODOS EU GOSTARIA MUITO QUE ME ESCLARECESSEM TODAS AS NOITES EU ANTES DE DORMI PEÇO QUE QUANDO EU SAIR DE MEUCORPO FISICO EU POSSA IR AOS LUGAR DE ESTUDOS APRENDIZADOS OU MESMO UMA SALA DE CURA AS VEZES MENTALIZO O DESEJO DE ESTAR COM MEUS PARENTES MAIS PORQUE NUNCA ME LEMBRO QUE ESTOU OU FUI PARA ESSESW LUGARES

Breno Costa { 18 de junho de 2013 às 1:52 }

Olá Márcia.
Em breve estudaremos sonhos e desdobramentos. Mas já posso te adiantar que nosso cérebro físico, em regra, não guarda a “vida espiritual” porque não possui capacidade de armazenar duas vidas.
Continue acompanhando os estudos, em breve vamos estudar esse assunto de forma detalhada.
Abraços.

claudia { 26 de abril de 2014 às 21:25 }

Adorei o estudo. Aqui na minha cidade Rj frequento o Centro espirita Leon Dennis e faco o culto cristao no lar uma vez por semana e esses estudos sao uma maravilha vem me ajudando muito. Beijos e obrigada.

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