Seção: Estudo das Obras do Espírito André Luiz

Aula 45 – Livro “Ação e Reação” – Parte III

 

I – Revisão

Estudamos que a mente tudo registra, isto é, mesmo que não nos lembremos, TODOS os fatos IMPORTANTES de nossas vidas ficam registrados em nossa mente.

A mente, em vibração, dá origem ao corpo mental, envoltório mais sutil do espírito/consciência/pessoa.

A mente vibrará conforme o nível de sublimação de cada espírito.

O corpo mental, ou campo mental, utilizando-se do fluído cósmico universal respectivo à dimensão em que estamos inseridos, forma o chamado “corpo espiritual” (perispírito na linguagem kardequiana).

O corpo espiritual (perispírito) está impregnado de todas as consequências agradáveis e desagradáveis da nossa conduta, registradas pela mente.

Ao reencarnamos nesta dimensão vibratória, composta de matéria em estado mais denso, formamos nosso corpo físico sob o comando da mente, atuando através do corpo mental e com reflexo no corpo espiritual, o qual serve de molde para a formação do veículo físico, refletidos, também, os impositivos da hereditariedade.

A reencarnação ocorrerá conforme as necessidades do espírito, que poderá resultar na programação de vida realizada pela própria pessoa, auxiliado ou através de algum ente querido, de missionários do Bem, ou, ainda, pela incidência automática das leis divinas que regem naturalmente as relações interpessoais ao longo de nossas vidas.

Semana passada vimos que André Luiz e Hilário estão estagiando numa instituição localizada nas regiões densas da dimensão “mundo espiritual”.

Nesta instituição, receberam diversas lições sobre a lei de ação e reação, conhecida também como lei do carma.

Verificamos que resgatados os débitos da vida passada, em regra, buscaremos resgatar débitos de outras vidas do pretérito, até que atinjamos o nível de sublimação da mente suficiente para ascender às dimensões mais sutis do “mundo espiritual”.

II – Curva de Estabilidade Cármica

Pelos estudos da semana passada, podemos entender que parte da Humanidade está chegando na fase de estabilizar o seu endividamento moral.

Vale dizer, parte das consciências encarnadas irão conseguir terminar a atual vida física sem novas dívidas, tendo, às vezes, quitado dívidas da vida anterior imediata. Alguns terão se livrado de  vícios, ou ao menos diminuído a quantidade de viciações.

Assim, alguns estão vivenciando uma fase de estabilidade cármica, podendo auferir méritos para, nas novas vidas físicas, programá-las com maiores detalhes a fim de resgatar dívidas de outras vidas mais antigas e ainda sublimar sentimentos, visando o maior desenvolvimento da mente, o que a capacitará a viver em planos de existência superiores.

Aqueles que conseguirem atingir este nível de estabilidade cármica estarão acompanhando a nova fase do planeta, porque quando chegarmos na fase de Regeneração, o próprio Planeta terá atingindo esta estabilidade e iniciará a fase de sublimação.

Diante disso, devemos aproveitar a luz trazida pela Espiritualidade Superior e nos esforçarmos para terminar a atual vida física sem grandes comprometimentos, procurando dirigir nossas vidas no caminho reto do Bem (caridade, estudos, oração, reforma íntima).

Saliente-se que, por óbvio, todos possuímos imperfeições morais. Mas, o importante é evitar o comprometimento com grandes erros que afetam a vida de outras pessoas (morte, traição, golpes, vícios diversos, aqui incluídos alimentação inadequada, álcool, sexo desvairado, fumo, etc.).

Livrando-nos, inclusive, dos vícios exteriores do espírito, como alimentação excessiva, álcool, cigarro, consumismo, drogas, sexo desregrado, etc, porque se trata de meios de descontrole da mente, o que causa adoecimento do corpo espiritual e, consequentemente, do corpo físico, nesta e na próxima vida.

Os vícios, em regra, não prejudicam diretamente outras pessoas, mas desequilibram nossos centros de forças, gerando necessidades de dificuldades em outras vidas físicas para reequilibrá-los. Portanto, além de não praticarmos atos deliberadamente errados referentes às outras pessoas, precisamos evitar práticas evidentemente perniciosas para nosso equilíbrio mental.

III – Exercícios Mentais e Práticas Edificantes

A tarefa de casa é composta por exercícios mentais e práticas edificantesque visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

Sublimando nossos hábitos, alteramos a frequência de nossa vibração mental eelevamos nosso grau de consciência.

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para fazer durante a semana são:

1º – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante (ver aula 01 e 02 no link “Exercícios mentais”).

2º – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (ver aula 03 e 04 no link “Exercícios mentais”).

3º – Meditar por CINCO minutos, ao menos três vezes na semana. Preferencialmente, meditar todos os dias por cinco minutos. Preferencialmente, orar antes. Preferencialmente, antes de dormir (principalmente para quem tem insônia). (ver aula 05 no link “Exercícios mentais”).

4º – Evitar o descontrole emocional (raiva, cólera, ira, etc). (ver aula 06 no lik “Exercícios mentais”).

5º – Paciência – Esperar 1 minutos antes de ficar impaciente.

6º – Indignar-se com serenidade.

7º  – Ser generoso e solícito no dia a dia (no trabalho, na rua, trânsito, em casa, etc).

8º – Fazer Evangelho no Lar ao menos uma vez por semana (incentivamos realizar Evangelho no Lar nas quintas-feiras, dia que o Núcleo Espírita Amor e Paz, de Marília, realiza uma corrente de oração, entre 21h00min e 22h00min, faça no seu lar, com sua família).

9º – Ler uma vez por dia uma “mensagem edificante” de Espíritos Superiores (Emmanuel, André Luiz, Dr. Bezerra de Menzes, Memei, Joanna, etc).

10º – Estabelecer um hábito angular para rotina diária, auxiliando no “despertar” de nosso autocontrole e vigia de nossos pensamentos e atos diários.

11º Evitar ao máximo queixar-se de vida, analisando os fatos com resignação e confiança nas Leis Divinas, mantendo harmonia mental.

12º – Fazer caridade, participando ativamente de alguma atividade assistencial.

13º – Exercitar a indulgência (não observar, não comentar, não divulgar, defeitos alheios).

14º – Perseverar!

15º – Ser discreto nos atos da vida (particular e profissional).

16º – Desenvolver o nobre sentimento da compreensão, evitando criticar o próximo e aprendendo a ter tolerância com pensamentos diferentes e erros cometidos.

17º – Analisar criticamente os impulsos recebidos, seja do nosso inconsciente (hábitos – reflexos condicionados), seja de espíritos desencarnados.

18º – Elaborar o caderno de metas individuais e reforma íntima.

19º – Zela pela saúde do corpo físico, adotando uma alimentação equilibrando e a prática de exercícios físicos regulares no decorres da semana.

20º – Desenvolver o sentimento da Gratidão, agradecendo diariamente a Deus por todas as alegrias que possui, mesmo as pequenas.

21º – Orar diariamente.

22º – Admirar a beleza da natureza e levar “vida” para nosso ambiente de casa e do trabalho, decorando-o com plantas, flores, quadros, etc.

23º – Não alimentar sentimentos de culpa ou remorso. O arrependimento deve ser o primeiro passo, o segundo tem que ser corrigir o erro e aprender com ele e não ficar se auto condenando.

24º – Adotar, imediatamente, sem desculpas ou justificativas, as condutas edificantes catalisadoras de nossa reforma íntima e qualidade de vida.

25º – Evitar, durante o dia a dia, melindrar-se por bagatela (pequenas coisas).

26º – Programar sua semana, prevendo quando irá fazer exercícios físicos, oração, meditação, leitura edificante, estudo sobre espiritismo e intelectual, além das tarefas rotineiras da vida.

27º – Sermos otimistas no dia a dia e, ao mesmo tempo, resignados com os acontecimentos.

28º – Pensar e analisar antes de falar, regulando o tom de voz e evitando falar de forma agressiva e, até mesmo, palavrões.

29º – Sermos humildes efetivamente, no dia a dia, abafando a vaidade e o orgulho”.

30º – Orar, pedindo ajudar quando efetivamente precisamos (oração intercessória).

31º – Ser tolerante em todos os atos da vida.

*

Hoje aprenderemos:

Ser pacífico em todos os atos da vida diária”.

Nós aprendemos: ser paciente, indignar-se com serenidade e evitar o descontrole emocional.

Agora, vamos reforçar esta espécie de conduta, procurando adotar um posição pacífica nos conflitos que vivenciamos em nossa vida.

É fácil ser pacífico?

Não é!

Porque?

Orgulho e Vaidade!

Diz o Evangelho:

“Bem aventurados aqueles que são mansos, porque possuirão a Terra” (Mateus, 5:4).

“Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados Filhos de Deus” (Mateus, 5:9).

Personalidade forte não é ser mal educado, grosso, arrogante e vaidoso.

Personalidade forte é ser pacífico mesmo quando provocado ao conflito. Porque possui consciência tranquila e não tem a vaidade/orgulho.

O Evangelho de Jesus, além de ser um guia moral, é um guia de saúde mental.

Quando adotamos uma posição mais pacificadora em nossas vidas, evitamos brigas e estresses, mantendo o padrão vibratório.

Isso não quer dizer ser passivo e sem opinião.

Lembrem-se da tarefa de casa sobre “indignação”. É justo e legítimo fixar opinião contrária, mas aí ela deve ser feita de forma serena e construtiva.

Para conseguir indignar-se forma serena e construtiva, precisamos adotar uma posição mental pacificadora e tranquila.

Está dito no Evangelho Segundo Espiritismo:

“Por estes ensinamentos morais, Jesus estabeleceu como lei a doçura, a moderação, a mansidão, a afabilidade e a paciência. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até mesmo qualquer expressão descortês para com os nossos semelhantes”.

E porque isso? Porque, além de tudo, traz harmonia mental, manutenção do padrão vibratório, sintonia espiritual elevada e qualidade de vida.

André Luiz, no livro agenda cristã, ressalta:

“NOS MOMENTOS GRAVES. Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca será uma vida boa.”

Evitar estado de guerra!

No convívio particular, com familiares, amigos e colegas.

Na rua, incluindo quando for pedestre, ciclista e motorista.

No trabalho, com patrão e subordinados. E demais pessoas do convívio.

Ser pacífico, zelando, sempre que possível, pela harmonia de todos que convivem com você.

Evangelho:

‘A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são as formas de sua Manifestação”.

Vamos preservar nossa dieta mental.

Vamos evitar ser caminhões de lixo! Vamos evitar derramar sobre os outros nossos descontroles emocionais.

Exercitemos a paciência e a mansidão, sendo pacíficos e pacificadores ao longo do dia.

*

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