Seção: Estudo das Obras do Espírito André Luiz

Aula 44 – Livro “Ação e Reação” – Parte II

I – Revisão

Estudamos que a mente tudo registra, isto é, mesmo que não nos lembremos, TODOS os fatos IMPORTANTES de nossas vidas ficam registrados em nossa mente.

A mente, em vibração, dá origem ao corpo mental, envoltório mais sutil do espírito/consciência/pessoa.

A mente vibrará conforme o nível de sublimação de cada espírito.

O corpo mental, ou campo mental, utilizando-se do fluído cósmico universal respectivo à dimensão em que estamos inseridos, forma o chamado “corpo espiritual” (perispírito na linguagem kardequiana).

O corpo espiritual (perispírito) está impregnado de todas as consequências agradáveis e desagradáveis da nossa conduta, registradas pela mente.

Ao reencarnamos nesta dimensão vibratória, composta de matéria em estado mais denso, formamos nosso corpo físico sob o comando da mente, atuando através do corpo mental e com reflexo no corpo espiritual, o qual serve de molde para a formação do veículo físico, refletidos, também, os impositivos da hereditariedade.

A reencarnação ocorrerá conforme as necessidades do espírito, que poderá resultar na programação de vida realizada pela própria pessoa, auxiliado ou através de algum ente querido, de missionários do Bem, ou, ainda, pela incidência automática das leis divinas que regem naturalmente as relações interpessoais ao longo de nossas vidas.

Semana passada vimos que André Luiz e Hilário estão estagiando numa instituição localizada nas regiões densas da dimensão “mundo espiritual”.

Nesta instituição, receberam diversas lições sobre a lei de ação e reação, conhecida também como lei do carma.

Verificamos que resgatados os débitos da vida passada, em regra, buscaremos resgatar débitos de outras vidas do pretérito, até que atinjamos o nível de sublimação da mente suficiente para ascender às dimensões mais sutis do “mundo espiritual”.

II – Hipnose

Na instituição Mansão Paz, André Luiz passou a investigar a mente de uma senhora enferma, que havia acabado de ser resgatada das regiões densas.

Ele percebeu que na mente da enferma havia figuras horripilantes, de verdadeiros demônios.

O assistente da instituição explicou que se trata de uma imagem formada por ela ao longo da vida física, em razão das pregações que assistia na igreja que frequentava.

“(…). As Inteligências desencarnadas, entregues à perversão, valem-se desses quadros mal contornados que a literatura feiticista ou a pregação invigilante distribuem na Terra, a mancheias, e imprimem-lhes temporária vitalidade, assim como um artista do lápis se aproveita dos debuxos de uma criança, tomando-os por base dos desenhos seguros com que passa a impressionar o ânimo infantil” (p. 64, Ação e Reação).

Vale dizer, as inteligências cruéis, que governam as cidades e vilarejos localizados nas regiões densas do umbral, escravizam pessoas como esta mulher e a hipnotizam, utilizando as próprias imagens mentais delas, criando vida, dentro de sua mente, do inferno em que ela temia estar.

Hilário observava o duelo íntimo entre a enferma e a forma pensamento.

Hilário afirmou ter manuseado, quando encarnado, um livro aprovado pelo arcebispo de Paris, no qual eram descritos muitos demônios e havia figura muito parecida com o personagem desenvolvido pela enferma.

Silas explica que as entidades inferiores utilizam estas imagens formadas na mente para criar processos de fascinação e possessão.

Novamente vemos a importância e a força do pensamento na direção de nossas vidas.

Daí a enorme importância de adotarmos hábitos edificantes que alimentarão nossas mentes com pensamentos positivos e sublimados, criando-se o reflexo condicionado das criações mentais edificantes, resultando em manutenção do padrão vibratório elevado e sintonia com os planos superiores de vida.

III – A Escola de Vingadores

André Luiz, Hilário e Silas faziam parte de uma equipe de socorro, na qual buscava cessar forte obsessão dos tios assassinados pelo irmão, sobre o sobrinho ainda vivo (encarnado).

Em determinada altura dos acontecimentos, Leonel, o tio mais esclarecido da vítima, explicou que eles cursaram uma escola de vingadores.

As inteligências cruéis que governam as cidades localizadas nas regiões densas da dimensão vibratória “mundo espiritual”, ensinavam como deveriam ser realizadas as obsessões.

Vejamos o que ele aprendeu nesta escola (p. 135):

“(…), aprendemos nas escolas de vingadores que todos possuímos, além dos desejos imediatistas comuns, em qualquer fase da vida, um ‘desejo central’ ou ‘tema básico’ dos interesses mais íntimos. Por isso, além dos pensamentos vulgares que nos aprisionam à experiência rotineira, emitimos com mais frequência os pensamentos que nascem do ‘desejo central’ que nos caracteriza, pensamentos esses que passam a constituir o reflexo dominante de nossa personalidade. Desse modo, é fácil conhecer a natureza de qualquer pessoa, em qualquer plano, através das ocupações e posições em que prefira viver. Assim é que a crueldade é o reflexo do criminoso, a cobiça é o reflexo do usurário, a maledicência é o reflexo do caluniador, o escárnio é o reflexo do ironista e a irritação é o reflexo do desequilibrado, tanto quanto a elevação moral é o reflexo do santo… Conhecido o reflexo da criatura que nos propomos retificar ou punir é, assim, muito fácil superalimentá-la com excitações constantes, robustecendo-lhe os impulsos e os quadros já existentes na imaginação e criando outros que se lhes superponham, nutrindo-lhe, dessa forma, a fixação mental. Com esse objetivo, basta alguma diligência para situar, no convívio da criatura malfazeja que precisamos corrigir, entidades outras que se lhe adaptem ao modo de sentir e de ser, quando não possamos por nós mesmos, à falta de tempo, criar as telas que desejemos, com vistas aos fins visados, por intermédio da determinação hipnótica. Através de semelhantes processos, criamos e mantemos facilmente o ‘delírio psíquico’ ou a ‘obsessão’, que não passa de um estado anormal da mente, subjugada pelo excesso de suas próprias criações a pressionarem o campo sensorial, infinitamente acrescidas de influência direta ou indireta de outras mentes desencarnadas ou não, atraídas por seu próprio reflexo.”

E, sorrindo, concluiu: “Cada um é tentado exteriormente pela tentação que alimenta em si próprio”.

André Luiz (p. 136): “De mim mesmo, achava-me perplexo. Nunca ouvira um verdugo, aparentemente vulgar, com tanto conhecimento e consciência de seu papel. Figurava-se-me assistir um curso rápido de sadismo mental, extravagante e frio”.

Vemos, portanto, que da mesma forma que as inteligências superiores se organizam para divulgar o Bem e lutar pela lei divina do amor, as inteligências cruéis também se organizam para disseminar as ideias inferiores que mantém a Humanidade estagnada.

E, novamente, caímos na importância dos reflexos condicionados que são fixados por nossos hábitos mentais.

Quanto mais alimentarmos hábitos mentais edificantes, menos estaremos sujeitos a subjugação de entidades inferiores.

IV – A História de Silas

Ainda conversando com os tios verdugos do próprio sobrinho, Silas passou a contar a história de sua vida.

Na última vida física, narrou, nasceu em família rica, fez medicina a pedido da mãe, mas não exerceu a profissão. A mãe morreu ainda quando estava na faculdade. Passou a vigiar o pai e a fortuna deste.

O pai desposou segunda esposa, a quem Silas recebeu como inimiga da fortuna que herdaria.

Silas, a fim de separar o pai da nova esposa, introduziu no meio familiar um primo, que passou a tentar seduzi-la. Até que, passado mais de um ano, ela cedeu à sedução e Silas preparou o flagrante.

Após, convenceu o pai a deixar toda a fortuna somente para ele.

Aída, a segunda esposa, não aguentando a tristeza do ato impensado, se matou ingerindo veneno.

Silas festejou.

Porém, o pai de Silas, após os acontecimentos, tornou-se enfermo e acamado.

Após cerca de dois meses, o pai de Silas confessou que ele havia envenenado Aída e que o remorso do crime que cometera o condenava intensamente, desistindo de viver.

Agora, Silas se sentia culpado.

O pai veio a falecer e Silas se sentia sozinho e culpado.

Viajou à Europa a fim de aliviar as recordações, mas nada melhorou seu sentimento. Voltando para o Brasil, evitou o retorno para a velha residência, aceitando ir morar com um amigo de seu pai.

Passados alguns meses, ao tomar substância que imaginava ser o remédio da noite anterior, ingeriu veneno fatal que o matou. Os amigos da família acreditaram se tratar de suicídio de “moço rico e entediado da vida”.

Passou meses de grande sofrimento em regiões infelizes do mundo espiritual, sofrendo com as criações mentais que ele próprio produzia.

Leonel perguntou se Silas já voltaria a reencarnar.

Silas esclareceu que primeiro deveria encontrar sua madrasta, para que ele e seu pai resgatassem a enorme dívida que criaram.

Silas afirmou que os amigos espirituais não devem achar Aída para ele, porque é dever dele.

A história de Silas havia, de alguma forma, comovido os dois verdugos.

Silas ensina que buscamos resgatar os débitos da vida anterior, mas que evidentemente possuímos maiores débitos de outras vidas.

“Quanto tempo gastamos para refazer, às vezes, a inconsequência de um simples minuto!” (p. 161).

Os tios entenderam que se foram mortos pelo seu irmão, o fato ocorreu em sintonia com as leis divinas e que não poderiam castigar o sobrinho por este fato.

Decorridos outros encontros, aceitaram cessar a obsessão.

Quanto a Silas, após certo tempo, cerca de três anos, período no qual André Luiz e Hilário mantiveram estudos junto à instituição, houve algo imprevisto.

Certa noite, pobre mulher cadaverizada foi trazida pelos enfermeiros à sala de atividades habituais para o socorro necessário.

Druso cuidou da mulher com muito carinho, fez prece e aplicou passes. A mulher despertou e rogou por Druso, que ficou atordoado, sendo socorrido por Silas.

A mulher rogava pelo esposo, para pedir-lhe perdão. O esposo era Druso, que passou a chorar. Silas auxiliou no socorro magnético.

O nome da mulher era Aída. Druso, sem se identificar, pergunta se ela se recorda de mais alguém da vida física.

E ela afirmou lembrar-se do enteado, Silas.

“Somente agora percebíamos que o Instrutor e o Assistente haviam sido, entre os homens, pai e filho… Daí, a discreta intimidade com que se associavam, automaticamente, em todos os serviços…” (p. 337).

No dia seguinte, Silas explicou que no trabalho incessante na Mansão, conquistaram amizades sólidas e experiências notáveis, mas necessitavam encontrar Aída para providenciar o resgate necessário.

Explicou que, em três dias, Druso deixará a direção da instituição e irá de encontro com a mãe de Silas para regressarem brevemente à vida física.

Druso voltará com a esposa, que renunciou à ascensão para ajudar os três. Depois, nascerá Silas e, por fim, Aída.

Silas explica que também deixará a instituição para ingressar em educandário que o preparará para as tarefas da medicina humana.

Assim, André Luiz e Hilário encerraram seus estudos na instituição.

 

VII – Exercícios Mentais e Práticas Edificantes

A tarefa de casa é composta por exercícios mentais e práticas edificantesque visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

Sublimando nossos hábitos, alteramos a frequência de nossa vibração mental eelevamos nosso grau de consciência.

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para fazer durante a semana são:

1º – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante (ver aula 01 e 02 no link “Exercícios mentais”).

2º – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (ver aula 03 e 04 no link “Exercícios mentais”).

3º – Meditar por CINCO minutos, ao menos três vezes na semana. Preferencialmente, meditar todos os dias por cinco minutos. Preferencialmente, orar antes. Preferencialmente, antes de dormir (principalmente para quem tem insônia). (ver aula 05 no link “Exercícios mentais”).

4º – Evitar o descontrole emocional (raiva, cólera, ira, etc). (ver aula 06 no lik “Exercícios mentais”).

5º – Paciência – Esperar 1 minutos antes de ficar impaciente.

6º – Indignar-se com serenidade.

7º  – Ser generoso e solícito no dia a dia (no trabalho, na rua, trânsito, em casa, etc).

8º – Fazer Evangelho no Lar ao menos uma vez por semana (incentivamos realizar Evangelho no Lar nas quintas-feiras, dia que o Núcleo Espírita Amor e Paz, de Marília, realiza uma corrente de oração, entre 21h00min e 22h00min, faça no seu lar, com sua família).

9º – Ler uma vez por dia uma “mensagem edificante” de Espíritos Superiores (Emmanuel, André Luiz, Dr. Bezerra de Menzes, Memei, Joanna, etc).

10º – Estabelecer um hábito angular para rotina diária, auxiliando no “despertar” de nosso autocontrole e vigia de nossos pensamentos e atos diários.

11º Evitar ao máximo queixar-se de vida, analisando os fatos com resignação e confiança nas Leis Divinas, mantendo harmonia mental.

12º – Fazer caridade, participando ativamente de alguma atividade assistencial.

13º – Exercitar a indulgência (não observar, não comentar, não divulgar, defeitos alheios).

14º – Perseverar!

15º – Ser discreto nos atos da vida (particular e profissional).

16º – Desenvolver o nobre sentimento da compreensão, evitando criticar o próximo e aprendendo a ter tolerância com pensamentos diferentes e erros cometidos.

17º – Analisar criticamente os impulsos recebidos, seja do nosso inconsciente (hábitos – reflexos condicionados), seja de espíritos desencarnados.

18º – Elaborar o caderno de metas individuais e reforma íntima.

19º – Zela pela saúde do corpo físico, adotando uma alimentação equilibrando e a prática de exercícios físicos regulares no decorres da semana.

20º – Desenvolver o sentimento da Gratidão, agradecendo diariamente a Deus por todas as alegrias que possui, mesmo as pequenas.

21º – Orar diariamente.

22º – Admirar a beleza da natureza e levar “vida” para nosso ambiente de casa e do trabalho, decorando-o com plantas, flores, quadros, etc.

23º – Não alimentar sentimentos de culpa ou remorso. O arrependimento deve ser o primeiro passo, o segundo tem que ser corrigir o erro e aprender com ele e não ficar se auto condenando.

24º – Adotar, imediatamente, sem desculpas ou justificativas, as condutas edificantes catalisadoras de nossa reforma íntima e qualidade de vida.

25º – Evitar, durante o dia a dia, melindrar-se por bagatela (pequenas coisas).

26º – Programar sua semana, prevendo quando irá fazer exercícios físicos, oração, meditação, leitura edificante, estudo sobre espiritismo e intelectual, além das tarefas rotineiras da vida.

27º – Sermos otimistas no dia a dia e, ao mesmo tempo, resignados com os acontecimentos.

28º – Pensar e analisar antes de falar, regulando o tom de voz e evitando falar de forma agressiva e, até mesmo, palavrões.

29º – Sermos humildes efetivamente, no dia a dia, abafando a vaidade e o orgulho”.

30º – Orar, pedindo ajudar quando efetivamente precisamos (oração intercessória).

31º – Ser tolerante em todos os atos da vida.

Mensagem de Encerramento:

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