Seção: Exercícios Mentais

Aula 37 – Ser menos materialista e consumista

Hoje aprenderemos:

“Ser menos materialista, evitando a ostentação e o desejo por acúmulo inútil de riquezas”.

Frisemos: “evitando ostentação”.

Frisemos: “desejo – acúmulo inútil”.

É Evidente/óbvio/claro que não estamos defendendo voto de pobreza oucondenando a busca por conforto material!

Está dito no Evangelho de Matheus:

“E então, Jesus disse a seus discípulos: Eu vos digo, em verdade, que é bem difícila um rico entrar no reino dos Céus. Ainda vos digo mais: É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus.”

Percebam, Jesus não disse que é errado a riqueza ou que a pessoa não pode buscar o seu conforto material.

Mas ressaltou a dificuldade que a pessoa com riqueza material tem de despertar para as realidades do espírito, porque pode ficar cega com os prazeres materiais desta dimensão.

Realidades do Espírito: Universo multidimensional, vida eterna, crescimento/avanço pela evolução mental.

Devemos, por óbvio, buscar o nosso conforto material.

Devemos, evidentemente, buscar nosso sucesso profissional.

Mas, devemos evitar a ostentação e evitar alimentar o desejo por  acúmulo de riquezas inúteis.

A riqueza material deve servir de instrumento da infinita misericórdia de Deus, auxiliando na evolução daquele que está em dificuldade.

Isso não significa fazer voto de pobreza, mas sim aprender a ser generoso quando possuir condições materiais para tanto.

Por meio da caridade:

  1. a) evoluímos, aprendendo a amar o próximo e a saindo da concha do egoísmo;
  2. b) Somos instrumentos da misericórdia divina, auferindo méritos para nossos destinos;
  3. c) Passamos a, efetivamente, aceitar as realidades universais.

Vejamos a lição “Auxílio”, de Emmanuel, no livro “Pensamento e Vida”:

“Auxiliar espontaneamente é refletir a Vida Divina por intermédio da vida de nosso “eu”, que se dilata e engrandece, à proporção que nos desdobramos no impulso de auxiliar.

A Eterna Providência é o reservatório do Amor Infinito, em doação permanente,solicitando canais de expressão que o distribuam.

É necessário, porém, estejamos de atalaia (vigiando) no celeiro de nós mesmos,a fim de que não impeçamos o eterno dar-se de Nosso Pai, dando incessantemente dos bens de que Ele nos enriquece.

Quem observa os princípios da eletricidade não ignora que o fluxo constante da força, para a consecução dos benefícios que ela produz, reclama um circuito completo. Se não houvesse pólos positivos e negativos, não disporíamos do favor da luz e do movimento.

Toda obstrução, por isso mesmo, significa inércia e enfermidade.

A lei do auxílio permite a solicitação, mas determina a expansão para que a ajuda não desajude.

O homem que saiba governar muitos bens reunidos, construindo com eles abase do trabalho e da educação de muitos, é qual represa em lide, no campo social, missionário do progresso que as leis da vida nutrem de esperança e saúde, segurança e alegria;

ao  passo que o detentor de numerosos bens, sem qualquer serventia para a comunidade, é um sorvedouro (redemoinho de água) em sombra à margem do caminho, usuário infeliz que as mesmas leis da vida cercam de angústia e medo, solidão e secura.

O amparo que recolhemos corresponde ao amparo que dis- pensamos. E o amparo que dispensamos está invariavelmente seguido de vastos acréscimos potenciaispara a hipótese de nos fazermos mais úteis.

Ajudar com o sentimento, com a ideia, com a palavra e com a ação, ajudar a todos e melhorar sempre é invocar, em nosso favor, o apoio integral da vida.

Não nos esqueçamos, pois, de que o auxilio que prestamos às criaturas, sem exigência e sem paga, é a nossa rogativa silenciosa ao Socorro Divino, que nos responde, invariável, com a luz da cooperação e do suprimento.”

Há, em nossa sociedade, o reflexo mental condicionado dos gozos terrestres ao extremo, como única forma de alcançar a felicidade.

Mas, a realidade é que essa busca constante pelo gozo material traz vazio na alma, porque não alimenta o espírito/mente.

O espírito permanece estagnado e fomos feitos para evoluir.

Somente a evolução alimenta o espírito verdadeiramente, afastando a tristeza, o tédio, a angústia, a depressão, etc.

Claro, por óbvio, evidente, que a busca pelo conforto material é legítima e deve ser feita sim.

Afinal, devemos procurar viver com conforto na dimensão em que estamos inseridos.

Porém, não podemos mais viver bovinamente, esquecendo das verdades universais, como a vida eterna e que a matéria é apenas instrumento de nossos espíritos.

Não levaremos nada dessa vida, apenas a nossa evolução mental/espiritual.

Procuremos evitar ostentação (exibição de riquezas, muitas vezes acima da nossa verdadeira condição material).

A vida material complexa entorpece os sentidos, trazendo complicações íntimas que retiram a paz de nosso espíritos.

Devemos aprender a ser felizes em nossa atual condição material. A busca incessante por riqueza nunca tem fim.

O conforto material deve ser almejado e deve ser resultado natural da satisfação profissional e não único meio de felicidade.

I – Para quem atingiu a tranquilidade material, evitemos acumular riquezas materiais inúteis, porque a riqueza nada mais é do que o instrumento que foi colocado em nossas mãos para evolução de nosso espírito e auxílio da sociedade em que estamos inserido.

II – Para quem não tem um conforto material, auxilie como consegue e com aquilo que pode, lembrando que Jesus disse que a viúva, com sua doação modesta, deu mais que todos, porque tirou do pouco que tinha (Marco, 12:41).

Está dito no Evangelho Segundo Espiritismo:

“A riqueza é, sem dúvida, uma prova bastante arriscada, mais perigosa do que a miséria, em virtude das excitações, das tentações que oferece e da fascinação que exerce. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual; é o laço mais forte que prende o homem à Terra e desvia seus pensamentos do Céu.

Quando Jesus responde ao jovem que o interrogava sobre os meios de alcançar a vida eterna: desfazei-vos de todos os vossos bens e segui-me, não pretendia estabelecer como condição absoluta que cada um deva se desfazer do que possui, e que a salvação só se consegue a esse preço, mas mostrar que o amor possessivo aos bens terrenos é um obstáculo à salvação.

Mas ressalta, que não há condenação da riqueza e da busca pelo conforto material: “Seria também a condenação do trabalho que a pode conquistar.Isto seria um absurdo, uma vez que reconduziria o homem à vida selvagem, e que estaria em contradição com a lei do progresso, que é uma Lei de Deus.”

O que precisamos compreender é:

1º – É inútil e sem sentido acumular riquezas pelo simples prazer de acumular. Nem mesmo a desculpa de que é para os filhos e netos é legítima. Afinal, em essência, são irmãos nossos e laços sanguíneos são segundos na eternidade.

2º – Claro que devemos procurar nosso sucesso profissional, nossa evolução, nosso conforto material e de nossos entes queridos. Mas, evitando uma vida puramente material, com esquecimento de que somos eternos e que desta vida nada levaremos, a não ser a evolução de nossos espíritos.

3º – Vivemos numa sociedade ainda dominada pelo materialismo e pelo pensamento “carpiem die”, porque a grande maioria ainda não despertou, estão dormindo, acreditando que existe apenas uma vida, seguindo os reflexos mentais condicionados que acabam sendo implantados pela própria sociedade que está dormindo (sociedade de consumo). Com isso, as inteligências cruéis, despertas e sabedoras de sua condição, escravizam mentalmente os que vivem bovinamente.

Então, como tarefa de casa desta semana:

Vamos evitar sermos consumistas sem pensar, evitando alimentar pensamentos de riquezas materiais, como sendo o único meio de felicidade, lembrando da importância da caridade e de ser felizes.

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