Seção: Estudo das Obras do Espírito André Luiz

Aula 34 – Livro “Libertação” – Socorro Espiritual e Reunião Mediúnica

Continuaremos o estudo do livro “Libertação”, quando André Luiz quando iniciam o socorro espiritual, o que, como veremos, inclui o socorro aos espíritos desencarnados obsessores, porque estes também são pessoas que precisam de ajuda.

I – Revisão

Vimos que um grupo formado por André Luiz, Gúbio e Elói, recebeu uma missão de Matilde, espírito mais evoluído que habita esferas sutis de nosso planeta. A missão foi a de socorrer Margarida, filha de Gúbio em outra reencarnação e providenciar um encontro entre Gregório e Matilde, mãe e filho.

Gregório foi filho de Matilde e permaneceu muitos séculos no caminho do mal, sendo o chefe da falange de espíritos inferiores que atacavam Margarida.

Na colônia espiritual localizada nas regiões abismais, o grupo de André Luiz conversou com Gregório e conseguiu autorização para atuarem junto à falange de espíritos trevosos para, de alguma forma, tentar socorrer Margarida.

Gregório asseverou que o caso já era irreversível e que a morte da Margarida era certa e para breve.

Na casa de Margarida, Gúbio, André Luiz e Elói conheceram Saldanha, dirigente da falange de espíritos obsessores. André Luiz observou que havia, constantemente ligado à Margarida, dois espíritos hipnotizadores magnetizando-a. Além disso, havia dezenas de ovóides presos ao cérebro de Margarida.

Saldanha explicou que era o líder porque possuía muito ódio pelo pai de Margarida, que era juiz e havia condenado o filho de Saldanha injustamente. Em razão desta condenação, a nora e a esposa de Saldanha, desgostosas, faleceram e passaram imantar-se ao filho preso injustamente. Este enlouquecera e estava internado em hospital psiquiátrico.

Na sequência, após a perseguição espiritual de Saldanha, o juiz, pai de Margarida, se sentido culpado, recolheu a filha de Jorge, neta de Saldanha, em sua casa, como doméstica. Mas, o irmão de Margarida assediava a menina diariamente.

Terminamos os estudos, após Gúbio acompanhar Saldanha ao seu filho encarnado e que estava no hospício, se revelando como Espírito mais evoluído, salvando o filho de Saldanha da loucura, socorrendo a nora e esposa (desencarnadas) de Saldanha e, ainda, promovendo o socorro para sua neta que morava com o Magistrado, exigindo (numa reunião espiritual/desdobrados), deste, o compromisso de tratá-la como filha.

II – O Socorro de Leôncio

Voltando ao quarto de Margarida, Gúbio falou para Saldanha (p. 99, capítulo 14):

“Gúbio: — Saldanha, esta senhora doente é filha de meu coração desde outras eras. Sinto por ela o enternecimento com que cuidaste, até agora, do teu Jorge, defendendo-o com as forças de que dispões. Eu sei que a luta te impôs acerbos espinhos ao coração, mas também guardo sentimentos de pai. Não te merecerei, porventura, simpatia e ajuda? Somos irmãos no devotamento aos filhos, companheiros da mesma luta.”

Saldanha, para grande surpresa de André Luiz, em lágrimas, passou a olhar para Gúbio como a pedir perdão, mas sem conseguir falar.

Quando Saldanha conseguiu falar, após lindas palavras de Gúbio, pediu perdão e disse que o ajudaria no que fosse preciso.

“Somente aí me lembrei de que nos achávamos na presença de ambos os hipnotizadores em função ativa, junto ao casal em repouso. Um deles se revelava inquieto e demonstrava-se francamente compreensivo; notava que algo de extraordinário se passava, mas, talvez compelido por votos de disciplina, não se animava a dirigir-nos palavra. O outro, todavia, não acusava qualquer emoção. Continuava alheio ao drama que vivíamos. Figurava-se um autômato em serviço, impressionando-me particularmente pela impassibilidade do olhar.” (p. 100, capítulo 14).

Saldanha, então, chamou um dos hipnotizadores, o que estava menos concentrado.

“— Leôncio — disse Saldanha, entusiasmado —, nosso projeto mudou e conto com a tua colaboração.

Leôncio: — Que houve? — indagou curiosamente o interpelado.

Saldanha: — Um grande acontecimento. (…) Temos aqui um mago da luz divina.

Em traços rápidos, narrou-lhe os sucessos da noite, em comovedora síntese, terminando por apelar:

Saldanha: — Poderemos contar contigo?

Leôncio: — Perfeitamente — esclareceu o companheiro —, sou amigo dos amigos, não obstante os riscos da empresa.”

Leôncio: — É indispensável, porém, todo o cuidado com Gaspar, que não se acha em condições de aderir.

Saldanha: — Tranquiliza-te — esclareceu Saldanha, mais atencioso — providenciaremos tudo.”

 

Leoncio, sabendo da intercessão e poderes de Gúbio, pediu  intervenção para salvar sua esposa e filho que ainda estavam encarnados. A esposa estava sendo seduzida por um enfermeiro que foi chamado para cuidar do filho, mas passou a envenenar o garoto para ficar com toda a herança da mãe.

Quando Leoncio contou como era fisicamente o enfermeiro e o nome, Feliciano, Elói rapidamente o identificou como seu irmão.

Partiram para ajudar o filho de Leoncio.

Leoncio chorou ao ver o filho com má saúde.

Gúbio buscou Feliciano, o enfermeiro, desdobrado, para conversar a respeito da situação.

A conversa seguiu com Gúbio demonstrando para Feliciano o ato horrível que estava praticando.

Convenceu Feliciano a desistir de matar a criança, dele obtendo a promessa da desistência do terrível plano e, quanto ao casamento, não houve oposição.

Ao levar Feliciano de volta ao corpo, já este acordado, Elói materializou-se para ele e o ameaçou para não matar a criança. Vejamos a narrativa de André Luiz (p. 105, capítulo 14):

“Forçando a situação de algum modo, Elói inoculou-lhe intensa energia magnética à esfera ocular e o irmão, apalermado, viu-nos ambos, por alguns segundos.

Boquiaberto, assombrado, não sabia o que dizer, mas Elói acercou-se dele e com benéfica indignação a resplandecer-lhe nos olhos, exortou-o, francamente:

 — Se assassinares este menino, eu mesmo te punirei.

 O enfermeiro proferiu grito terrível e deixou cair no travesseiro a cabeça desfalecente, perdendo-nos de vista.

 Nesse instante, acreditei com sinceridade que a promessa de Felíciano seria cumprida integralmente.”

III – O Caso de Gaspar

Saldanha e Leoncio explicaram para André Luiz, Gúbio e Eloi a necessidade de manter tudo igual por certo tempo para evitar que as legiões se rebelassem contra eles.

Gúbio esclareceu sobre Gaspar, o outro hipnotizador que estava tão concentrado que não ouvia a conversa deles. Seria muito difícil retirá-lo de Margarida.

Decidiram esperar até Gúbio pedir ajudar a outros trabalhadores desencarnados de uma casa espirita amiga.

 

No quarto de Margarida, André Luiz passou a examinar o quadro que envolvia Gaspar, o outro hipnotizador, vejamos (p. 106, capítulo 15:

“(…) atentei para a situação de Gaspar, sem dissimular minha justificada estranheza. O hipnotizador, de presença desagradabilíssima pelos fluidos menos simpáticos que emitia, continuava ausente de nossas conversações. O próprio olhar, quase vítreo, incapaz de fixar-nos, dava ideia de paralisia da alma, de petrificação do pensamento.”

Gúbio explicou o que ocorria com Gaspar, vejamos:

“— André, há obsessores marcadamente endurecidos de coração que se petrificam quando sob a influência de perseguidores ainda mais fortes e mais perversos que eles mesmos. Inteligências temíveis das trevas absorvem certos centros perispíriticos de determinadas entidades que se revelam pervertidas e ingratas ao bem e utilizam-nas como instrumentalidade na extensão do mal que elegeram por sementeira na vida. Gaspar encontra-se nessa situação. Hipnotizado por senhores da desordem, anestesiado pelos raios entorpecentes, perdeu transitoriamente a capacidade de ver, ouvir e sentir com elevação. Demora-se em aflitivo pesadelo, à maneira do homem comum, dentro do qual a dilaceração de Margarida se lhe torna a ideia fixa, obcecante.”

Além disso, Gúbio explicou que Gaspar, para reverter este quadro, precisaria de ajuda especial, a fim de doar-lhe magnetismo suficiente para restituir a saúde do corpo espiritual.

Nesse instante, Gabriel, esposo (encarnado) de Margarida, entra no quarto e, sob influência de Gúbio, que agora podia agir livremente, sugeriu à esposa a procura de um socorro espiritual, mas agora de um centro espírita cristão. Ela prontamente aceitou a ideia.

O marido, em companhia de Gúbio, saiu à procura de um centro espírita.

Enquanto isso, André Luiz permaneceu conversando com Saldanha.

Saldanha explicou que uma luta aberta com entidades inferiores que ainda permaneciam ligadas vibracionalmente a Margarida poderia causar a morte dela.

Depois de certo tempo, Gubio retornou e informou que à noite o casal iria a um lar espírita onde Margarida e Gaspar receberiam o devido tratamento.

À noite Margarida, seguida por Gaspar e os vários ovoides que ainda estavam imantados aos seu cérebro, foram até a casa espírita.

Saldanha despistou os seguidores, dando ordens diversas.

André Luiz notou que no pequeno centro espírita havia 9 pessoas encarnadas e 21 desencarnadas.

Gúbio, auxiliado por outro trabalhador da casa, conseguiu, por meio de procedimento magnético, extrair os ovóides do cérebro de Margarida.

Durante a sessão mediúnica, grande dose de energia magnética retirada dos médiuns foi ministrada a Margarida.

Por essa razão, Gaspar, o hipnotizar que ainda estava ligado a ela, começou a gemer, despertando do profundo transe e foi encaminhado para comunicação por meio de médium já previamente preparado.

Em virtude do contato com o médium, o choque energético despertou os sentidos de Gaspar, sendo possível a conversa direta com ele.

A comunicação foi um misto de rebeldia e melancolia.

Após a doutrinação realizada pelo dirigente da reunião mediúnica, Gaspar foi encaminhado por trabalhadores desencarnados para local apropriado a receber socorro.

Ao término da reunião, Gúbio explicou para Saldanha a necessidade de agora preparar o ambiente da residência, para que a ajuda recebida por Margarida produzisse reais efeitos.

IV – Tarefa de Casa

A tarefa de casa é composta por exercícios mentais e práticas edificantesque visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

Sublimando nossos hábitos, alteramos a frequência de nossa vibração mental eelevamos nosso grau de consciência.

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para fazer durante a semana são:

1º – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante (ver aula 01 e 02 no link “Exercícios mentais”).

2º – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (ver aula 03 e 04 no link “Exercícios mentais”).

3º – Meditar por CINCO minutos, ao menos três vezes na semana. Preferencialmente, meditar todos os dias por cinco minutos. Preferencialmente, orar antes. Preferencialmente, antes de dormir (principalmente para quem tem insônia). (ver aula 05 no link “Exercícios mentais”).

4º – Evitar o descontrole emocional (raiva, cólera, ira, etc). (ver aula 06 no lik “Exercícios mentais”).

5º – Paciência – Esperar 1 minutos antes de ficar impaciente.

6º – Indignar-se com serenidade.

7º  – Ser generoso e solícito no dia a dia (no trabalho, na rua, trânsito, em casa, etc).

8º – Fazer Evangelho no Lar ao menos uma vez por semana (incentivamos realizar Evangelho no Lar nas quintas-feiras, dia que o Núcleo Espírita Amor e Paz, de Marília, realiza uma corrente de oração, entre 21h00min e 22h00min, faça no seu lar, com sua família).

9º – Ler uma vez por dia uma “mensagem edificante” de Espíritos Superiores (Emmanuel, André Luiz, Dr. Bezerra de Menzes, Memei, Joanna, etc).

10º – Estabelecer um hábito angular para rotina diária, auxiliando no “despertar” de nosso autocontrole e vigia de nossos pensamentos e atos diários.

11º Evitar ao máximo queixar-se de vida, analisando os fatos com resignação e confiança nas Leis Divinas, mantendo harmonia mental.

12º – Fazer caridade, participando ativamente de alguma atividade assistencial.

13º – Exercitar a indulgência (não observar, não comentar, não divulgar, defeitos alheios).

14º – Perseverar!

15º – Ser discreto nos atos da vida (particular e profissional).

16º – Desenvolver o nobre sentimento da compreensão, evitando criticar o próximo e aprendendo a ter tolerância com pensamentos diferentes e erros cometidos.

17º – Analisar criticamente os impulsos recebidos, seja do nosso inconsciente (hábitos – reflexos condicionados), seja de espíritos desencarnados.

18º – Elaborar o caderno de metas individuais e reforma íntima.

19º – Zela pela saúde do corpo físico, adotando uma alimentação equilibrando e a prática de exercícios físicos regulares no decorres da semana.

20º – Desenvolver o sentimento da Gratidão, agradecendo diariamente a Deus por todas as alegrias que possui, mesmo as pequenas.

21º – Orar diariamente.

22º – Admirar a beleza da natureza e levar “vida” para nosso ambiente de casa e do trabalho, decorando-o com plantas, flores, quadros, etc.

23º – Não alimentar sentimentos de culpa ou remorso. O arrependimento deve ser o primeiro passo, o segundo tem que ser corrigir o erro e aprender com ele e não ficar se auto condenando.

24º – Adotar, imediatamente, sem desculpas ou justificativas, as condutas edificantes catalisadoras de nossa reforma íntima e qualidade de vida.

25º – Evitar, durante o dia a dia, melindrar-se por bagatela (pequenas coisas).

26º – Programar sua semana, prevendo quando irá fazer exercícios físicos, oração, meditação, leitura edificante, estudo sobre espiritismo e intelectual, além das tarefas rotineiras da vida.

27º – Sermos otimistas no dia a dia e, ao mesmo tempo, resignados com os acontecimentos.

28º – Pensar e analisar antes de falar, regulando o tom de voz e evitando falar de forma agressiva e, até mesmo, palavrões.

Hoje não aprenderemos um novo, vamos veremos uma coluna de Arnaldo Jabor muito interessante para quem busca realizar a reforma íntima, mantendo uma harmonia mental.

“A Lei do Caminho de Lixo

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento, direto na nossa frente.

O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro… foi mesmo por um triz!

O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente, mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?!’

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.”

Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo.

Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.

Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente.

Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

Fique tranquilo… respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente.

Nunca tome isso como pessoal.

Isto não é problema seu! É dele !!!

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia.

A vida é muito curta, não leve lixo com você !

Limpe-se dos sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe !!!

FIM”

 

Interpretando esta coluna com nossos estudos, fica fácil compreendê-la em sua real essência. Lembremos que todo pensamento emite vibrações e mantendo-se em vibrações positivas não atraíamos os fluídos negativos.

O lixo que transborda, citado na coluna, nada mais é do que as vibrações negativas emitidas por aqueles que se encontram em desequilíbrio.

O que devemos fazer? Ter tolerância, compaixão, paciência, não ficar ofendido, exercitando a humildade e abafando o orgulho e sua filha, a vaidade.

Então, não vamos pegar o lixo dos outros, vamos deixar o caminhão de lixo passar (pessoas que nos ofendem) e manter nossa dieta mental!

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