Seção: Estudo das Obras do Espírito André Luiz

Aula 23 – Chacras Segundo André Luiz

Hoje estudaremos os centros de força do corpo espiritual, conhecidos como chacras.

I – Revisão

Estudamos que a mente vibra incessantemente ao mesmo tempo em que recebe vibrações e, por meio dessas vibrações, há atrito com a atmosfera que está em seu entorno, o que dá origem ao envoltório mais sutil que envolve o espírito, o chamado “corpo mental” ou “campo mental”.

Este campo ou corpo mental, feito do fluído cósmico universal (matéria) do plano de existência em que está o espírito, modela e dá origem ao corpo espiritual (perispírito ou veículo físico daquela dimensão). Assim temos:

Mente à corpo mental à corpo espiritual

Vimos que, para ingressar em nossa dimensão vibratória, constituída por matéria densa, é necessária a formação do corpo que nós comumente chamamos didaticamente de “físico” para facilitar a diferenciação entre as duas dimensões.

Analisamos que tanto o corpo físico desta dimensão quanto a da quarta dimensão (chamado de perispírito) são compostos por células e que cada célula é um ser vivo no qual há um princípio espiritual (uma crisálida de consciência), todas sob o comando principal de nossa mente.

Assim, cada célula é um princípio inteligente sob o comando da mente maior, que é a pessoa (o eu, o ser em si).

II – Centros de Forças – Chacras

André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, revela que o corpo espiritual, também formado por bilhões de células, possui centros vitais.

Estes centros vitais são os chamados chacras.

Chacra é originado do sânscrito e significa círculo, o que apenas quer dizer que nestes pontos há acúmulo de energia (vórtices) produzida pelo corpo espiritual.

São eles (p. 31/32, 25ª Edição, Evolução em Dois Mundos):

a)   Centro Coronário: “instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do plano superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe correspondente no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito”. No corpo físico situa-se no alto da cabeça.

b)   Centro Cerebral: “contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso em toda a sua organização”. No corpo físico fica próximo ao ponto central da testa, pouco acima e entre os olhos.

“(…) ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à Palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber. É no centro cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos” (Entre a Terra e o Céu, p. 165, 25ª Edição).

c)    Centro Laríngeo: “controlando notadamente a respiração e a fonação”.

“Preside aos fenômenos vocais, inclusive as atividades do timo, da tireóide e das paratireoides” (Entre a Terra e o Céu, p. 165, 25ª Edição).

d)   Centro Cardíaco: “a emotividade e a circulação das forças de base”.

e)    Centro Esplênico: “determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo”.

“no corpo denso, está sediado no baço, regulando a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servimos” (Entre a Terra e o Céu, p. 165, 25ª Edição).

f)     Centro Gástrico: “responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização”.

g)    Centro Genésico: guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.

Vemos, então, que existem 7 (sete) centros vitais principais no corpo espiritual.

E, quando o ser está encarnado, estes centros vitais do corpo espiritual estão diretamente ligados aos correspondentes órgãos do corpo físico.

André Luiz explica que é pelos centros vitais que a mente comanda as células dos corpos físico e espiritual (p. 33, Evolução em Dois Mundos, 25ª Edição):

“São os centros vitais fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso, e detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes, as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos… (…)”

Explica também que, pelos centros de vitais, é que os médicos espirituais prestam assistência para nós, encarnados:

“Observando o corpo espiritual ou psicossoma, desse modo, em nossa rápida síntese, como veículo eletromagnético, qual o próprio corpo físico vulgar, reconheceremos facilmente que, como acontece na exteriorização da sensibilidade dos encarnados, operada pelos magnetizadores comuns, os centros vitais a que nos referimos são também exteriorizáveis quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono vulgar, no auxílio a doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando renovações e transformações no comportamento celular, mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei do merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro”.

É importante entender que todas as células dos corpos físico e espiritual, assim como os centros vitais secundários, recebem o impulso do Centro Coronário, tido como sede da Mente.

Vejamos a explicação de André Luiz (p. 32):

“Dele (centro coronário) parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, ideias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.

A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as consequências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino”.

Assim, a partir do nosso pensamento, nossa mente determina ao centro coronário a emissão de fluídos para todos os demais centros de energias do corpo e estes centros, por sua vez, emitem as energias para os órgãos correspondentes.

Dessa forma, o pensamento dá origem à fixação de energia positiva ou negativa em órgãos de nosso corpo espiritual e também físico.

Isso porque o corpo espiritual e os centros de energias estão entrelaçados intimamente com o corpo físico e os órgãos correspondentes.

Essa é mais uma explicação da influência direta da mente sobre a saúde do corpo físico.

Também no livro “Entre a Terra e o Céu”, há explicação sobre a importância do Centro Coronário na distribuição de energia (p. 164/165):

“(…) Tal seja a viciação do pensamento, tal será a desarmonia no centro de força, que reage em nosso corpo a essa ou àquela classe de influxos mentais. (…). Analisando a fisiologia do perispírito, classifiquemos os seus centros de força, aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre. Temos, assim, por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o ‘centro coronário’ que, na Terra, é considerado pela filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Esse centro recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, (…). Considerando em nossa exposição os fenômenos do corpo físico, e satisfazendo aos impositivos de simplicidade em nossas definições, devemos dizer que dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos electromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica.”

E ressalta:

“Não podemos olvidar, porém, que o nosso veículo sutil, tanto quanto o corpo de carne, é criação mental no caminho evolutivo, tecido com recursos tomados transitoriamente por nós mesmos aos celeiros do Universo, vaso de que nos utilizamos para ambientar em nossa individualidade eterna a divina luz da sublimação, com que nos cabe demandar as esfera do Espírito Puro. Tudo é trabalho da mente no espaço e no tempo, a valer-se de milhares de formas, a fim de purificar-se e santificar-se para a Glória Divina.

(…)

Quando a nossa mente, por atos contrários à Lei Divina, prejudica a harmonia de qualquer um desses fulcros de força de nossa alma, naturalmente se escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando-se ao trabalho de reajuste”.

Estudamos anteriormente que a mente tudo registra.

Assim, a mente registra o erro cometido por nós, refletindo no corpo mental, este, por sua vez, reflete no corpo espiritual, diretamente no centro vital correspondente ao desequilíbrio causado, projetando essa distonia no corpo físico.

É somente com o resgate da dívida que a mente se depura, eliminando o registro no campo mental e, consequentemente, no corpo espiritual e este no físico, eliminando o desequilíbrio do centro vital.

III – Exercícios Mentais e Práticas Edificantes

A tarefa de casa é composta por exercícios mentais e práticas edificantesque visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

Sublimando nossos hábitos, alteramos a frequência de nossa vibração mental eelevamos nosso grau de consciência.

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para fazer durante a semana são:

1º – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante (ver aula 01 e 02 no link “Exercícios mentais”).

2º – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (ver aula 03 e 04 no link “Exercícios mentais”).

3º – Meditar por CINCO minutos, ao menos três vezes na semana. Preferencialmente, meditar todos os dias por cinco minutos. Preferencialmente, orar antes. Preferencialmente, antes de dormir (principalmente para quem tem insônia). (ver aula 05 no link “Exercícios mentais”).

4º – Evitar o descontrole emocional (raiva, cólera, ira, etc). (ver aula 06 no lik “Exercícios mentais”).

5º – Paciência – Esperar 1 minutos antes de ficar impaciente.

6º – Indignar-se com serenidade.

7º  – Ser generoso e solícito no dia a dia (no trabalho, na rua, trânsito, em casa, etc).

8º – Fazer Evangelho no Lar ao menos uma vez por semana (incentivamos realizar Evangelho no Lar nas quintas-feiras, dia que o Núcleo Espírita Amor e Paz, de Marília, realiza uma corrente de oração, entre 21h00min e 22h00min, faça no seu lar, com sua família).

9º – Ler uma vez por dia uma “mensagem edificante” de Espíritos Superiores (Emmanuel, André Luiz, Dr. Bezerra de Menzes, Memei, Joanna, etc).

10º – Estabelecer um hábito angular para rotina diária, auxiliando no “despertar” de nosso autocontrole e vigia de nossos pensamentos e atos diários.

11º Evitar ao máximo queixar-se de vida, analisando os fatos com resignação e confiança nas Leis Divinas, mantendo harmonia mental.

12º – Fazer caridade, participando ativamente de alguma atividade assistencial.

13º – Exercitar a indulgência (não observar, não comentar, não divulgar, defeitos alheios).

14º – Perseverar!

15º – Ser discreto nos atos da vida (particular e profissional).

16º – Desenvolver o nobre sentimento da compreensão, evitando criticar o próximo e aprendendo a ter tolerância com pensamentos diferentes e erros cometidos.

17º – Analisar criticamente os impulsos recebidos, seja do nosso inconsciente (hábitos – reflexos condicionados), seja de espíritos desencarnados.

Exercício mental e prática edificante de hoje: zelar pela saúde do corpo físico.

Isso significa adotar alimentação saudável e exercícios físicos regulares.

Saber se controlar e alimentar-se corretamente faz parte da disciplina mental que é necessária para o desenvolvimento de nosso espírito.

Como sabemos, em esferas superiores da dimensão vibratória conhecida como “mundo espiritual”, a alimentação é depurada, assumindo a característica principal de nutrição.

Seja qual for o exagero praticado por nós, reflete desequilíbrio mental. Isso na bebida, nas drogas, no sexo e também na alimentação, como em qualquer outra coisa (dormir muito, ficar muito tempo acordado, fazer exercícios em excesso, etc).

É necessário saber se alimentar de forma equilibrada.

Como estudamos, cada célula de nosso corpo físico e espiritual é um ser vivo sob nossa responsabilidade.

Alimentar-se erradamente implica em desequilíbrio mental e suicídio inconsciente, porque destrói a durabilidade do corpo físico, afetando, naturalmente, o corpo espiritual porque a mente trará o registro desse erro, refletindo no campo mental e no perispírito.

Da mesma forma, exercitar-se regularmente é obrigação que possuímos para manter a saúde do corpo físico.

O corpo físico é máquina emprestada para nós e possuímos o dever de mantê-la em bom estado, ou seja, com saúde.

O corpo físico nos ofertada a possibilidade de evoluirmos mentalmente, ou seja, moral e intelectualmente.

André Luiz afirma:

“No que se refere à alimentação, é importante recordar a afirmativa dos antigos romanos: ‘há homens que cavam a sepultura com a própria boca’” (Mensagem “Questões a Meditar”, livro Sinal Verde).

Até porque, mesmo fisiologicamente, a alimentação correta e a prática de exercícios regulares liberam hormônios benéficos para a saúde mental, ajudando inclusive no tratamento de estados mórbidos da mente, como depressão, tristeza e outros estados psicopatológicos.

A corrida regular, por exemplo, libera a serotonina que tem efeito sedativo e calmante, além da endorfina que provoca bem estar.

Logo, a prática de exercícios físicos regulares funciona como catalisador de bem estar da mente, auxiliando, portanto, na manutenção de bem estar e, consequentemente, do padrão vibratório.

Então, a partir de hoje, vamos encarar a disciplinar alimentar e física como uma natural necessidade de evolução do espírito.

*

Mensagem de Encerramento:

5 Comentários

Tiago Miranda { 25 de junho de 2014 às 6:49 }

Muito bom! Infelizmente faz cerca de 02 meses que não consigo participar regularmente, graças a iniciativa do site consigo acompanhar o estudo.
Abraços

Katia Rezende { 23 de setembro de 2014 às 0:26 }

Perfeito tudo, obrigada, boa noite p todos

Janete Novais { 27 de setembro de 2014 às 0:08 }

Entrei pela primeira vez na página do facebook e amei a aula que escolhi, sobre os chacras, já estudei alguns livros tempos atrás e leio muito, mas é sempre bom termos onde nos apoiar.
Parabéns…
Janete

Ivana Alves { 16 de novembro de 2014 às 11:55 }

Bom dia! Não tenho acompanhado sistematicamente as aulas mas acho muito interessante!

Regina { 11 de fevereiro de 2015 às 22:39 }

Aprender é como um alimento necessário. Muito obrigada.

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