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Aula 09 – Porque precisamos reencarnar nesta dimensão vibratória densa – Sistema Defensivo do Posto de socorro (Os Mensageiros)

Neste estudo, entenderemos porque precisamos reencarnar nesta dimensão vibratória densa. Estudaremos o sistema defensivo do posto de socorro localizado nas regiões densas do umbral.

Aprenderemos um novo exercício mental/prática edificante: ser generoso e solícito.

1 – Revisão

Aprendemos que o chamado mundo espiritual possui diversas dimensões vibratórias, formando diversos planos de existência.

Estudamos que o Mundo Espiritual não é exatamente espiritual, na medida em que a trindade universal é composta de Deus, Espírito e Matéria. Nesse sentido, o que não é Deus e Espírito, é Material.

Ou seja, os planos de existência que chamamos de “Mundo Espiritual” são, na verdade, constituídos de matéria, conquanto consistam em outras expressões materiais, com diversas composições vibracionais.

Entendemos que o natural ciclo de nossa evolução espiritual inclui desencarnar e ficar nas dimensões vibratórias próximas da nossa, estudando, trabalhando, convivendo com pessoas amigas e programando novas reencarnações na busca de evoluir moral e intelectualmente e resgatar antigas dívidas.

 

2 – Porque precisamos reencarnar nesta dimensão vibratória densa?

A dúvida que surge é: se os demais planos de existência também são compostos de matéria, porque precisamos reencarnar aqui? Neste lugar dotado de matéria mais densa?

 Justamente por este motivo: como ainda estamos na infância do desenvolvimento da mente (veja a própria ciência convencional afirma que utilizamos pouco da capacidade de nosso cérebro), encarnamos em um plano de existência dotado de matéria em estado mais denso para aprender a interagir com ela.

A matéria aqui não é suscetível de alteração imediata pela força do pensamento. Aqui, para alterarmos a matéria precisamos de outros instrumentos (faca, serra, etc).

No chamado “Mundo Espiritual”, a matéria não é holográfica, mas é suscetível à influência das vibrações mentais (tem que saber fazer).

Veja, como estudamos na aula passada, pela vibração mental alteramos a matéria a ponto de dar origem ao surgimento de lugares como o Umbral, ou as colônias.

Nossa mente emite vibrações constantes (todo e qualquer pensamento emite vibrações), sendo que a matéria, em seu estado mais sutil, sofre a influência direta e imediata.

Assim, é necessário ingressarmos nesta espécie de dimensão, com a matéria mais densa, para realmente aprendermos a interagir com a matéria, desenvolvendo nossa moral e intelecto.

Apesar das infinitas variações, podemos dividir os planos de existência em dois grandes Universos:

1º – O nosso plano de existência (e similares), formado por matéria densa, pouco suscetível a influência das vibrações mentais emitidas por todos nós. Nós moldamos a matéria segundo nossas ideias, mas para isso é preciso instrumentos outros que não apenas a força do nosso pensamento.

2º – O plano de existência chamado de “Mundo Espiritual”, formado por infinitas dimensões, no qual a matéria está em composição vibracional sutil e suscetível à influência das vibrações mentais.

Com nossa evolução, aos poucos os instintos e paixões vão dando lugar ao raciocínio e desenvolvimento da mente (moral e intelectual), nos tornando aptos a melhor viver nos demais planos de existência, dotados de matéria em seu estado mais sutil e esse é o sentido de precisarmos reencarnar aqui.

Ocorre que nesta caminhada e até é uma das formas de aprendizado do Espírito, cometemos erros, ou seja, violamos as leis divinas, isso atraí para nós a necessidade de resgatarmos esse erro.

A reencarnação visa: resgatar débitos do passado (expiação), evoluir moral e intelectualmente (provas). Mundo de provas e expiações.

 3 – Livro “Os Mensageiros” – Sistema Defensivo

André Luiz, juntamente com seu mentor e outro colega, Vicente, iniciam uma viagem até a Crosta Terrestre, saindo do “Nosso Lar”.

Eles visitam um dos inúmeros Postos de Socorro existentes nas regiões umbralinas mais densas. É o Posto de Socorro da colônia “Campo de Paz”.

O Posto de Socorro, por estar localizado em uma zona umbralina muito densa, possui ao seu redor um sistema de segurança para se defender do ataque das forças infelizes.

Como explicado em outras oportunidades, existem espíritos que deliberadamente escolheram trilhar suas vidas no caminho do mal. Um dia, pela lei divina, serão vencidos pelo cansaço e aceitarão Deus, mas, muitos deles são ainda renitentes no Mal e usam seu livre arbítrio para permaneceram nas forças do mal.

Nesse passo, da mesma forma que para nós é necessário criar sistemas de segurança para preservar a vida, a tranquilidade e o patrimônio das pessoas, lá também é necessário.

E André Luiz percebe que, não obstante a bandeira da paz estiada ao alto, no Posto existe forte sistema de segurança:

“Impressionavam-me, sobretudo, as fortificações. Via a torre de mensagem, consagrada, por certo, ao serviço de resistência; o baluarte agudo, elevando-se acima dos fossos que deixavam transbordar a água corrente; a torre de vigia, esbelta e alterosa. (…). E as armas? Identificava-lhes a presença na maquinaria instalada ao longo dos muros, copiando os pequenos canhões conhecidos na Terra” (fl. 108).

E o dirigente do Posto de Socorro explicou para André Luiz a razão do sistema de segurança:

“Enquanto não imperar a lei universal do amor, é indispensável persevere o reinado da justiça. Nosso Posto está colocado, aqui, igualmente, como ‘ovelha em meio dos lobos’, e, embora não nos caiba efetuar o extermínio das feras, necessitamos defender a obra do bem contra os assaltos indébitos. As organizações dos nossos irmãos consagrados ao mal são vastíssimas. Não admita a hipótese de serem, todos eles, ignorantes ou inconscientes. A maioria se constitui de perversos e criminosos. São entidades verdadeiramente diabólicas. Não tenham disso qualquer dúvida” (Os Mensageiros, fl. 109).

E seguindo a lição, é explicado sobre a existência de armas elétricas que são usadas na defesa.

O diretor do Posto de Socorro adverte que as armas não são usadas para extermínio e sim para defesa das edificações.

Em regra são usadas apenas para assustar, mas podem causar uma segunda morte da pessoa desencarnada (pessoa em outra dimensão vibracional).

Sim, uma segunda morte por arma.

Vamos relembrar o que já estudamos?

A pessoa desencarnada não é uma entidade fantasmagórica e fluídica, mas sim uma pessoa em outra faixa de dimensão vibracional e que possui um corpo, o chamado perispírito.

Conforme já estudado, este corpo espiritual é fluídico para nós, que vivemos neste plano de existência denso, mas, para quem vive na dimensão vibracional chamado Mundo Espiritual, em especial na quarta dimensão (a nossa vizinha), ainda se trata de um corpo muito grosseiro.

Vimos que este corpo é perecível e não raras vezes a pessoa desencarnada, quando vai ascender para esferas superiores, sofre uma espécie de segunda morte, perdendo o corpo espiritual grosseiro e adquirindo um perispírito mais sutil e leve, apropriado à nova esfera.

Ocorre que esta segunda morte não ocorre apenas para o Bem, ou seja, apenas para ascensão da pessoa a esferas superiores.

Pode ocorrer também em diversas outras situações, como neste caso das armas elétricas.

Aqui também não perdemos o corpo físico em assaltos, acidentes e fatalidades?

A morte não é apenas a perda do corpo físico?

O diretor do Posto de Socorro explica para André Luiz (Os Mensageiros, fl. 111):

“As criaturas que se agarram aqui, às impressões físicas, estão sempre criando densidade para os seus veículos de manifestação, da mesma forma que os Espíritos dedicados à região superior estão sempre purificando e elevando esses mesmos veículos”.

E continua:

“Nossos projéteis, portanto, expulsam os inimigos do bem através de vibrações do medo, mas poderiam causar a ilusão da morte, atuando sobre o corpo denso dos nossos semelhantes menos adiantados no caminho da vida. A morte física, na Terra, não é igualmente pura impressão? Ninguém desaparece. O fenômeno é apenas de invisibilidade ou, por vezes, de ausência”.

Assim, as armas podem emitir projéteis que realmente matam as pessoas que estão naquele plano de existência.

Lembrando que a morte é apenas a perda do veículo físico e não a morte do espírito, que é eterno e a tudo sobrevive.

O espírito mantém-se vivo, mas a pessoa perde seu corpo daquela dimensão vibracional.

As dúvidas que surgem são:

1º) Aqui nós perdemos nosso veículo físico e o espírito se mantém revestido do perispírito, mas e lá? Na outra dimensão vibracional? Quando a pessoa sofre uma segunda morte o que vai “vestir” o espírito?

2º) Aqui nós morremos e vamos para a outra dimensão vibracional e lá? Para onde vão?

Primeiro vamos terminar de ler a explicação do Diretor do Posto de Socorro (fl. 112):

“(…) temos a considerar, igualmente, que, nesta esfera, o corpo denso modificado pode ressurgir todos os dias, pela matéria mental destinada à produção dele”.

E vamos reler o que foi dito (fls. 111/112):

“A morte física, na Terra, não é igualmente pura impressão? Ninguém desaparece. O fenômeno é apenas de invisibilidade ou, por vezes, de ausência.”

Assim, quando o indivíduo (espírito desencarnado – pessoa em outra faixa vibracional) é atingido pelo projétil e sofre uma segunda morte, o que ocorre é a temporária perda do seu corpo daquela faixa vibracional, o chamado corpo espiritual ou perispírito.

Por algum tempo este espírito terá a sensação de invisibilidade ou de ausência, mas ele ainda terá o corpo mental revestindo-o.

Este corpo mental dará a origem ao novo corpo perispiritual.

Seja por meio de renascimento na própria quarta dimensão, seja por meio de reencarnação na nossa dimensão.

E para onde ele vai (qual dimensão)? Depende de sua faixa vibratória. Poderá manter-se na mesma dimensão, ir para outra pior, outra melhor, ou seja, irá para o plano de existência em sintonia com sua faixa vibratória.

Antes, estudamos que a pessoa desencarnada poderia sofrer uma segunda morte para ascender a esferas superiores.

Aqui, a segunda morte assume a característica de perda do corpo espiritual por caráter temporário, podendo ou não mudar de faixa vibratória.

Mas, lembrem-se sempre: o espírito é eterno.

A morte é apenas a perda do traje físico do espírito no plano de existência em que está.

E o traje físico do espírito é aquele apropriado para cada dimensão vibracional, em infinitas composições.

Lembremos o que foi dito por André Luiz: “um corpo – uma veste”.

Existem outras espécies de morte das pessoas desencarnadas (pessoas que habitam outra dimensão vibracional) que veremos futuramente.

4 – Tarefa de Casa

A tarefa de casa é composta por exercícios mentais e práticas edificantes que visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

Sublimando nossos hábitos, alteramos a frequência de nossa vibração mental e elevamos nosso grau de consciência.

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para fazer durante a semana são:

1º – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante (ver aula 01 e 02 no link “Exercícios mentais”).

2º – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (ver aula 03 e 04 no link “Exercícios mentais”).

3º – Meditar por CINCO minutos, ao menos três vezes na semana. Preferencialmente, meditar todos os dias por cinco minutos. Preferencialmente, orar antes. Preferencialmente, antes de dormir (principalmente para quem tem insônia). (ver aula 05 no link “Exercícios mentais”).

4º – Evitar o descontrole emocional (raiva, cólera, ira, etc). (ver aula 06 no lik “Exercícios mentais”).

5º – Paciência – Esperar 1 minutos antes de ficar impaciente.

 

6º – Indignar-se com serenidade.

Hoje vamos aprender uma nova tarefa:

Gentileza e Solicitude.

“Gentileza: Comportamento distinto; em que há nobreza e/ou elegância. Com delicadeza; amabilidade”.

“Solicitude: atencioso e afetuoso”.

Normalmente nos preocupamos apenas na caridade material ao próximo, esquecendo-nos de que a caridade possui mil faces.

A gentileza/solicitude é a caridade de ajudar alguém ao seu lado com pequenas coisas. Mas isso exercita nossa mente, ajudando-nos a entender como é bom servir ao próximo, mesmo nas coisas pequenas. Além da enorme alegria que isso causa a quem recebe a gentileza.

Gentileza/solicitude no trânsito, em casa, no trabalho, na rua, enfim, gentileza em todos os momentos.

Gentileza no trânsito: deixar carro passar na frente, pedestre atravessar, etc.

Gentileza no trabalho: fazer algo um pouco além do convencional, ajudar um colega em algo que não é sua obrigação, atender o cliente com simpatia, etc.

Gentileza na rua: ajudar desconhecidos em dificuldades, oferecendo ajuda; ser educado nas filas, no supermercado, etc.

Gentileza em casa: com pais, irmãos, cônjuge, fazendo pequenos favores, ajudando em obrigações simples do dia a dia.

“Servir é criar simpatia, fraternidade e luz”, Emmanuel.

“Ante a Lei do Senhor, o ato de servir é Luz em toda a parte.

    E essa lei pede em tudo: ‘ajuda agora alguém’.

    Assim, quem nada faz, em nada se detém.

    Recorda que a preguiça é o retrato da morte.

    Toda a vida auxilia. Auxilia também”, André Luiz.

Gentileza é o ato de servir em pequenas coisas de nosso dia a dia. Vamos por em prática!

Filme – Gentileza gera gentileza:

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Precisamos ser gentis, elegantes, solícitos no trato com as outras pessoas. Basta pensar: como gostaríamos de ser tratado? Ficamos felizes quando recebemos alguma gentileza ou quando alguém se mostra solícito?

Então, a partir de hoje vamos estar atentos em sermos gentis, praticando pequenas gentilezas no dia a dia, na rua, no trabalho, em casa, com amigos, parentes, etc.

Por enquanto:

1º – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante.

2º – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos. Lembrando que o segundo exercício mental propõem que nós enviemos boas vibrações para pessoas na rua, ambiente familiar, ambiente de trabalho, pessoas que nós não possuímos afinidade.

3º – Meditar por CINCO minutos, ao menos três vezes na semana. Preferencialmente, meditar todos os dias por cinco minutos. Preferencialmente, orar antes. Preferencialmente, antes de dormir (principalmente para quem tem insônia).

4º – Evitar o descontrole emocional (raiva, cólera, ira, etc).

5º – Paciência – Esperar 1 minutos antes de ficar impaciente.

6º – Indignar-se com serenidade e de forma construtiva.

7º – Estarmos atentos em praticar pequenas gentilezas em nosso dia a dia (no trabalho, em casa, na rua, com a família, amigos, desconhecidos) e sermos solícitos. 

Mensagem de encerramento:

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3 Comentários

claudia { 21 de abril de 2014 às 16:15 }

Muito bom o estudo foo uma verdadeira benca ter encontrado voces. Grata.

Teresinha { 21 de setembro de 2014 às 10:58 }

Esta foi a explicação mais convincente sobre reencarnação muito bom .

Dirce maria da silva { 18 de maio de 2017 às 0:26 }

Muuuuito boa explicação amooooo conhecer um pouco sobre o espiritismo

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