Seção: Estudo das Obras do Espírito André Luiz

Aula 08 – Fluído Cósmico Universal – Como são formados os Mundos (Planos de Existências)

Neste estudo, veremos o que é “Fluído Cósmico Universal” e como são formados os Mundos e as Dimensões. Além disso, estudaremos um pouco mais do livro “Os Mensageiros”.

No final, mais um exercício mental: “indignar-se com serenidade e de forma construtiva”.

1 – Revisão

Aprendemos que o chamado mundo espiritual possui diversas dimensões vibratórias, formando diversos planos de existência.

Entendemos que o natural ciclo de nossa evolução espiritual inclui desencarnar e ficar nas dimensões vibratórias próximas da nossa, estudando, trabalhando, convivendo com pessoas amigas e programando novas reencarnações na busca de evoluir moral e intelectualmente e resgatar antigas dívidas.

Estudamos que o Mundo Espiritual não é exatamente espiritual, na medida em que a trindade universal é composta de Deus, Espírito e Matéria. Nesse sentido, o que não é Deus e Espírito, é Material.

Ou seja, os planos de existência que chamamos de “Mundo Espiritual” são, na verdade, constituídos de matéria, conquanto consistam em outras expressões materiais, com diversas composições vibracionais.

Por fim, iniciamos os estudos do livro “Os Mensageiros”, vendo que o André Luiz foi visitar o “Ministério das Comunicações”, local apropriado para o desenvolvimento das capacidades intelectuais daqueles que encarnarão e ajudarão na divulgação do conhecimento das leis que regem o Universo.

 

 2 – Fluído Cósmico Universal e a Formação dos Mundos

André Luiz explica no primeiro capítulo do livro “Evolução em Dois Mundos” que:

“O fluído cósmico é o plasma divino, hausto do criador ou força-nervosa do Todo Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano”.

Conforme ensinam os espíritos na questão 27 do Livro dos Espíritos, o fluído cósmico (também chamado de matéria cósmica primitiva) não é matéria como a conhecemos aqui, porque é ela (matéria) em seu estado primitivo, sendo que, quando em vibração, dá origem a diversas composição materiais, possibilitando, ao mesmo tempo, o agrupamento dos átomos que dá origem a corpos materiais maiores.

E, André Luiz vem trazer o ensinamento de que o fluído universal seria a força-nervosa de Deus, o seu plasma criador (veja-se nisso uma “força de expressão”, porque havemos de entender que nosso vocabulário não consegue expressar a realidade última das coisas). Ou seja, na criação literária de André Luiz, o fluído cósmico universal (ou matéria cósmica primitiva, ou ainda, “elemento primordial”), sob a influência direta do Criador, em vibração incessante e variável, dá origem a diversos corpos materiais.

Isso fica claro na seguinte passagem:

“Toda matéria é energia tornada visível e energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos do Criador” (Evolução em Dois Mundos, p. 26).

Os espíritos também ensinam na questão 32 do Livro dos Espíritos que toda matéria deriva da chamada “matéria elementar”. Vale dizer, todos os corpos materiais são composto de uma variação da matéria elementar (fluído cósmico universal ou matéria cósmica primitiva).

Fluído Cósmico Universal, Matéria Elementar Primitiva e Matéria Cósmica Primitivas são nomes diferentes para a mesma coisa: elemento primitivo que dá origem a todas as composições materiais. Tudo é formado por ele. Ele em vibração dá origem a matéria, desta dimensão e de outras dimensões.

André Luiz explica que as inteligências superiores utilizam a matéria cósmica primitiva (fluído universal) para formar os diversos planos de existência, tudo seguindo determinações do Criador, ou seja, de Deus.

“Essas Inteligências gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas” (Evolução em Dois Mundos, p. 21).

E assim, formam-se as diversas galáxias, com seus inumeráveis astros circulando pelo imenso Universo.

Neste mesmo capítulo, André Luiz confirma o que não existe um “Mundo Espiritual” propriamente dito, mas inúmeros planos de existência com a matéria em infinitas composições vibracionais:

“Os mundos ou campos de desenvolvimento da alma, com as suas diversas faixas de matéria em variada expressão vibratória, ao influxo ainda dos Tutores Espirituais, são acalentados por irradiações luminosas e caloríficas, sem nos referirmos às forças de outras espécie que são arrojadas do Espaço Cósmico sobre a Terra e o homem, garantindo-lhes a estabilidade e a existência” (Evolução em Dois Mundos, p. 25).

Por fim, da mesma maneira que as Inteligências Superioras, por meio das vibrações mentais e utilizando-se do fluído universal, plasmam a matéria de formação das galáxias, nós, dentro de nosso estágio de evolução, por meio da emissão de vibrações mentais que, independentemente de nossa vontade, atuam sobre o fluído universal que nos circunda, plasmando a matéria, também formamos planos de existência.

Porém, em razão de nosso estágio de evolução, os planos de existência formados por nossa emissão de vibrações são as regiões umbralinas, as regiões abismais e as colônias espirituais.

Lembremo-nos de quando estudamos que ajudamos na formação e manutenção das regiões umbralinas?  Vejamos a explicação de André Luiz, no Livro “Evolução em Dois Mundos”, p. 26:

“Dentro das mesmas bases, plasmam também os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados pelas mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores e abismais, e que valem por aglutinações de duração breve, no microcosmo que estagiam, sob o mesmo princípio de comando mental com que as Inteligências Maiores modelam as edificações macrocósmicas”.

E ainda, no livro “Mecanismos da Mediunidade”, fl. 44:

“(…) encontraremos a matéria mental que nos é própria, em agitação constante, plasmando as criações temporárias, adstritas à nossa necessidade de progresso”.

“No macrocosmo e no microcosmo, tateamos as manifestações da Eterna Sabedoria que mobiliza agentes incontáveis para a estruturação de sistemas e formas, em variedade infinita de graus e fases, e entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande surge a inteligência humana, dotada igualmente da faculdade de mentalizar e co-criar, empalmando, para isso, os recursos intrínsecos à vida ambiente”.

E, assim, podemos entender também porque André Luiz afirma reiteradamente que até mesmo o Mal permanece a serviço do Bem.

Nós, dentro de nossas capacidades, também damos origens a planos de existências e nos níveis necessários para a nossa evolução moral e intelectual.

 

3 – Os Mensageiros

André Luiz, juntamente com seu mentor e outro colega, Vicente, iniciam uma viagem até a Crosta Terrestre, saindo do “Nosso Lar”.

Eles narram que a distância é muito grande e as dificuldades para chegar também.

Explicam que existem duas vias de acessos.

A primeira, mais fácil, liga diretamente a Crosta Terrestre e a colônia “Nosso Lar”, sem necessidade de percorrer as regiões umbralinas densas.

E, uma segunda, a que ele utiliza juntamente com seus amigos durante a história do livro, o caminho que percorre diversas regiões umbralinas densas.

Aparentando ser realmente uma descida, André Luiz desce enormes despenhadeiros.

Pela descrição dele, trata-se de lugar denso, feio, habitado por espíritos que estão em condições péssimas.

Mas, após grande jornada, eles chegam a um dos inúmeros Postos de Socorro existentes nas regiões umbralinas mais densas. É o Posto de Socorro da colônia “Campo de Paz”.

Ele descreve este Posto de Socorro como um grande Castelo Medieval e, no seu interior, existem pomares, jardins e diversas edificações.

E isso é possível em razão da vibração mental daquelas pessoas que habitam este Posto de Socorro. Como visto até aqui, a vibração mental possui enormes aptidões. Assim, pelo poder da mente os espíritos que dirigem este posto avançado de socorro conseguem criar ambientes harmonizados e manter-se isolados das vibrações inferiores próprias das regiões em que está localizado.

Em menor intensidade, é o mesmo o que ocorre com a colônia “Nosso Lar”. Lembremo-nos de que ela se localiza dentro das regiões umbralinas, em local menos denso porque mais próximo de regiões superiores, mas, ainda região umbralina.

E enquanto conhecia as instalações do Posto de Socorro, chegou a informação da colônia “Alvorada Nova”, que é uma colônia em esferas superiores, de que os humanos deveriam suportar sozinhos todo o mal que estava sendo produzido pela Segunda Guerra Mundial.

Neste Posto de Socorro existe uma edificação onde permanecem socorridos cerca de duas mil pessoas desencarnadas em estado similar ao coma. Eles ficam dormindo de forma ininterrupta.

Conforme explica o diretor do Posto de Socorro, são pessoas que durante toda a vida terrena alimentaram o pensamento de que não existia vida após a morte, que após a morte tudo acabava, ou que ficavam em eterno sono. Nesse sentido, suas mentes permaneceram por décadas programadas para uma espécie de sono eterno após a morte. Quando chegou a morte, suas mentes seguiram aquilo que foi imaginado durante toda a vida carnal.

Aos poucos, depois de muito tempo dormindo e com a ajuda dos amigos dos Postos de Socorro, estas pessoas vão acordando. Mas, em regra, demora muito tempo.

Importante entender: para que estas pessoas estejam sendo socorridas é porque, independentemente de religião, praticaram o bem durante sua vida terrena, possuindo o merecimento de receber ajuda, mesmo estando inconsciente.

Além desse setor, existe também outro local destinado a espíritos que estão acordados, mas não sabem de sua condição de desencarnados.

Nos próximos estudos vamos conhecer o sistema de segurança deste Posto de Socorro e o que acontece quando André Luiz chega na Crosta Terrestre, ou seja, entre nós.

4 – Tarefa de Casa

A tarefa de casa é composta por exercícios mentais e práticas edificantes que visam despertar nossa atenção para a necessidade de alterar nossos hábitos, ajudando em uma efetiva reforma íntima.

Sublimando nossos hábitos, alteramos a frequência de nossa vibração mental e elevamos nosso grau de consciência.

Até agora, os exercícios mentais e as práticas edificantes que sugerimos para fazer durante a semana são:

1º – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante (ver aula 01 e 02 no link “Exercícios mentais”).

2º – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos (ver aula 03 e 04 no link “Exercícios mentais”).

3º – Meditar por CINCO minutos, ao menos três vezes na semana. Preferencialmente, meditar todos os dias por cinco minutos. Preferencialmente, orar antes. Preferencialmente, antes de dormir (principalmente para quem tem insônia). (ver aula 05 no link “Exercícios mentais”).

4º – Evitar o descontrole emocional (raiva, cólera, ira, etc). (ver aula 06 no lik “Exercícios mentais”).

Hoje aprenderemos:

“Indignar-se com serenidade e de forma construtiva”

A indignação pode ser uma legítima forma de se expressar.

André Luiz explica no Livro Entre a Terra e o Céu (fls. 170/180): “A indignação é necessária para marcar a nossa repulsa contra atos deliberados de rebelião ante as leis do Senhor”.

Porém, é necessário tomar cuidado ao se indignar.

Primeiro, não devemos ficar indignados por qualquer motivo, por qualquer bagatela.

Segundo, indignar-se não pode ser uma desculpa para “perdemos a razão”. Lembram-se do início destes estudos, o que acontece e os prejuízos quando ficamos no estado de cólera? Pois bem, não podemos ficar indignados com algum fato e “perder a razão”, ficar no estado de cólera, ira, raiva, violência, etc.

Vejamos mais estas lições contidas no livro “Entre a Terra e o Céu” (fls. 170/180):

Assim como a administração da energia elétrica reclama atenção para a voltagem, precisamos vigiar a nossa indignação principalmente quando seja imperioso vertê-la através da palavra, carregando a nossa voz tão-somente com a força suscetível de ser aproveitada por aqueles a quem endereçamos a carga de sentimentos”.

é indispensável modular a expressão da frase, como se gradua a emissão elétrica!”.

Nunca deve arrojar-se à violência e jamais deve-se perder a dignidade de que fomos investidos”.

Precisamos, assim, de muita cautela com a palavra, nos momentos de tensão alta do nosso mundo emotivo, a fim de que a nossa voz não se torne gritos selvagens ou considerações cruéis que não passam de choques mortíferos que infligimos aos outros, semeando espinheiros de antipatia e revolta que nos prejudicarão a própria tarefa”.

Dessa forma, temos que indignar-se é legítimo e pode ocorrer sim em nosso dia a dia. Porém, devemos aprender a indignarmo-nos mantendo o padrão vibratório alto, apenas falando o necessário e sem agredir ninguém. A partir de hoje, vamos tentar aplicar isso em nosso dia a dia.

 

Por enquanto:

1º – Afastar todo e qualquer pensamento não edificante.

2º – Sempre que passar por alguém emitir bons pensamentos. Lembrando que o segundo exercício mental propõem que nós enviemos boas vibrações para pessoas na rua, ambiente familiar, ambiente de trabalho, pessoas que nós não possuímos afinidade.

3º – Meditar por CINCO minutos, ao menos três vezes na semana. Preferencialmente, meditar todos os dias por cinco minutos. Preferencialmente, orar antes. Preferencialmente, antes de dormir (principalmente para quem tem insônia).

4º – Evitar o descontrole emocional (raiva, cólera, ira, etc).

5º – Paciência – Esperar 1 minutos antes de ficar impaciente.

6º – Indignar-se com serenidade e de forma construtiva.

2 Comentários

Claudia Portela { 5 de março de 2014 às 21:03 }

Adorei : )

claudia { 21 de abril de 2014 às 12:00 }

Londo demais vou comecar a fazer os exercicios e tebtar melhprar.obrigada comtinuareo estudando.

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